2 de janeiro de 2015

Retrospectiva Literária de 2014!


Começo essa retrospectiva com uma confissão: eu queria que pelo menos em um ano eu conseguisse cumprir minhas metas literárias. Para quem tem bastante tempo para ler, a expectativa de ler cem livros pode ser até simbólico, mas para mim é quase uma utopia. No entanto, mesmo sem conseguir bater essa meta, fiquei feliz com o resultado final das minhas leituras, já que além de ter lido muita coisa bacana, consegui superar minha marca do ano anterior e fechei o ano com 76 livros lidos. Obaaaaaaa!

Diferente do ano anterior, esse ano não foi cheio de dramas e lágrimas para o blog, mas sim recheado de coisas boas. Fechei novas parcerias com editoras que admiro e continuei parceira de editoras super especiais e que apostam muito no meu trabalho. Só isso já me deixa muito empolgada para o que está por vir em 2015, mas senão fosse a presença importantíssima de cada um de vocês tudo o que faço não teria sentindo. Saibam que todos são extremamente especiais para mim e me deixam emocionada a cada comentário feito. Muito obrigada, pessoal. Vocês são incríveis.

E agora vamos as minhas leituras do ano. Let’s go!

LIVROS LIDOS EM 2014

Com Resenha:

Sem resenha:

70. Sobrevivente por Chuck Palaniuck
71. Julieta por Anne Fortier
72. A Mansão dos Segredos por Candance Camp
73. Dare You To por Katie McGerry
74. Derby Girl por Shawn Cross
75. Dois Pesos, Duas Medidas por Judith McNaught
76. O Circo do Dr. Lao por Charles G. Finney


Virei a noite lendo: A autora Sarah Addison Allen é praticamente uma categoria à parte. Com suas histórias doces, personagens envolventes e um cenário de tirar o fôlego, queria ter pelo menos um livro dela por ano para ler. Gosto tanto de tudo que ela escreve que não posso deixar de citar aqui os dois livros que li da autora: “A Garota que Perseguiu a Lua” e “Encantos do Jardim”. Repleto de cores, sons e cheiros, só posso classificar esses livros como mágicos e absolutamente essenciais na estante de qualquer leitor que aprecia leituras encantadoras.

Soco no estômago: Histórias que trazem crianças para o cerne de uma questão muito maior sempre ameaça ser chocante, ainda mais quando eles são protagonistas de livros fora do gênero infantojuvenil. Em “Senhor das Moscas”, o autor me fez repensar em tudo aquilo que eu considero como sendo correto e me fez questionar todos os valores que nós comumente temos intrínseco em nossa formação como pessoa. Um livro memorável, indigesto e que incomoda muito!

Aquele que me fez rir: Adoro autores que conseguem arrancar boas risadas de mim durante a leitura. Para isso não é preciso nem o livro ser puramente uma comédia, mas ter um quê mais cômico abordado por algum personagem que conquista minha simpatia. E foi fazendo isso e muito mais que “Marcada Para Morrer” entrou para lista de livros que eu irei acompanhar a sequência com toda certeza! Cheio de personagens contagiantes e ótimas tiradas, o primeiro livro da série Hollows se tornou um queridinho.

A maior decepção do ano: O meu début com Nicholas Sparks foi como eu já imaginava: cheio de lágrimas e... decepção. Tudo isso porque eu me apaixonei tanto pela história que ele havia construído em “Uma Carta de Amor” que não queria aceitar aquele fim trágico, clichê e tão batido. Como eu disse em minha resenha, acredito que o autor precisa modificar um pouco certos aspectos da construção do seu enredo, principalmente aquele em que alguém se apaixona e depois morre. Digo isso porque depois de ver tantas adaptações de seus livros, já não sinto mais a mesma emoção com essas cenas carregadas de drama.

Não levava fé, e me surpreendi: Tenho tido muitos problemas de empatia com relação a livros dos gêneros New Adult e Young Adult, por isso não estava esperando tanto de “Graffiti Moon”. Mas logo no início da narrativa fui ficando cada vez mais envolvida com a escrita poética da autora e a maneira como ela abordou vários segmentos da arte através de seus personagens. E mesmo sendo narrado em apenas uma noite, o livro vale por uma vida.

O mais irritante: Seguindo a mesma explicação da categoria anterior, elegi “Belo Casamento” o livro mais irritante que eu li nesse ano. Apesar de ter gostado de “Belo Desastre” mesmo com aquela personalidade completamente esquisita do Travis, não consegui sentir o mesmo por esse livro/conto por causa dos argumentos utilizados pela autora para amenizar a culpa de Travis pelo que ocorreu em seu livro principal. Achei de péssimo gosto, ainda mais quando recentemente tivemos uma tragédia em nosso país ocorrida da mesma maneira do livro.

Aventura, fantasia ou infantojuvenil: Me surpreendi com o modo com o qual me diverti lendo livros infantojuvenis. Fazia tanto tempo que eu tinha deixado esse gênero de lado que ao ler livros como “P.R.A.T.A. O Assassino Relutante” e “Casa dos Segredos”, pude perceber como é bom entre uma leitura mais densa e outra mergulhar em uma aventura jovem, divertida e emocionante.

O gênero do ano: Policial. Não pelo número de livros que li do gênero, mas pela qualidade que obtive nessas leituras.


- Personagem masculino apaixonante: Leio tantos livros quanto posso, nessa leva, incluísse livros de romance histórico. Aqueles bem açucarados, com heroínas à frente do seu tempo e personagens masculinos de tirar o fôlego. De tanto ficar acompanhando suas jornadas, acho que não me restou nenhuma alternativa a não ser me render a um desses heróis e eleger um deles como o meu favorito. E entre tantos Bridgertons, digo personagens, o meu escolhido foi Benedict. Porque sim, ele é “Um Perfeito Cavalheiro”.

- Personagem feminina admirável: Eu já observei que tenho um pequeno problema: eu sempre esqueço rapidamente as personagens femininas das histórias que leio. Por isso, sempre que preciso citar algum exemplo eu tenho que parar e pensar por um minuto ou dois em alguém que se encaixe em um perfil de mulher que eu admiro. E mesmo quando eu estou nessa fase de ponderação, uma personagem que não sai da minha memória é Kate Baron de “Reconstruindo Amelia”. Pois mesmo com suas falhas, ela lutou contra tudo e todos para saber a verdade que envolvia a morte de sua filha e se tornou memorável ao seu modo.

- Personagem mais chato: O ano passado parece ter sido o ano dos personagens chatos, eu até fiz um Top 3 com os que mais me irritaram... Mas dessa vez não ocorreu o mesmo e eu tive dificuldade em pensar em algum que realmente me tirou do sério. Quer dizer, isso só ocorreu até eu reler alguns trechos de “Me Liga”, porque assim que o fiz não tive dúvidas de que esse troféu abacaxi merecia ir para a Devi por tudo o que ela me fez sofrer com o seu “Oh Day! Oh Night!”.

- Personagem mais perturbador: Ao que parece “Senhor das Moscas” tem todos os ingredientes necessários para perturbar a mente de um leitor. Mas eu me atrevo a dizer que não é só o enredo que fez dele uma história tão assombrosa, mas sim uma mistura de características textuais com personagens tão complexos. No entanto, eu dou destaque ao Jack por todo o repúdio que ele me fez sentir durante a leitura. Certamente ele foi um dos personagens mais vis que pude acompanhar.

- Personagem que mais me identifiquei: Conheci muitos personagens esse ano. Com eles dei muita risada, me irritei e me senti extremamente protetora. Dois deles foram mais especiais que os demais: Theresa, de “Uma Carta de Amor”, e Colin, de “Os Segredos de Colin Bridgerton”. Ambos, são tão parecidos comigo que eu não posso me decidir entre eles, por isso vou roubar um pouquinho e colocá-los cada um representando uma versão de mim.

O MELHOR LIVRO QUE LI EM 2014


Todo ano eu sinto a mesma dificuldade em escolher o livro que me proporcionou a melhor leitura. Mas esse ano tentei avaliar os livros que li através de outros critérios, tais como: enredo, personagens, narrativa e principalmente, o quão marcante foi a história. Nessa análise não importou muito a minha nota na resenha, mas sim as lembranças que tive de tudo aquilo que o autor me contou e me fez sentir. E foi depois de muito ponderar que eu vi que não poderia eleger nenhum outro livro que não fosse O Canto das Sereias da autora Val McDermid. Pois depois de tanto tempo após ter realizado a leitura desse livro, não só a história, como também, os personagens estão bem vivos em minha mente. Absolutamente sensacional!

E é chegada a hora de eu me despedir de vocês. Sei que o texto foi longo, mas espero que vocês não só tenham se divertido um pouco, como também, tenham conseguido anotar algumas dicas de leituras. Vale lembra que em breve eu volto com um Top 10 de leituras altamente recomendáveis, tentarei colocar o máximo de gêneros possíveis para agradar gregos, troianos e quem sabe, espartanos. Mas antes de me despedir gostaria de desejar para vocês um Feliz Ano Novo, cheio de amor, paz, saúde e tantos livros quanto vocês queiram!

P.S. Essa retrospectiva literária foi feita com base nas categorias feitas pela Taryne – criadora desse meme e blogueira do Doces Rodopios – e pela Nina do blog Cronista Amadora.

--- Isabelle Vitorino ---

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