Resenha Especial: O Apanhador no Campo de Centeio por J. D. Salinger

Se você é um leitor contumaz, provavelmente já deve ter sido deparado com algum texto sobre "O Apanhador no Campo de Centeio", e se você também é um curioso de assuntos criminais, em algum momento encontrou alguma menção à essa obra. Diante dessa complexidade, é com muita cautela que eu abraço a missão de falar sobre a obra de Salinger.

Título:
O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J. D. Salinger
Editora: Todavia
Ano: 2019
Páginas: 256
Sinopse: "É Natal, e Holden Caulfield conseguiu ser expulso de mais uma escola. Com uns trocados da venda de uma máquina de escrever e portando seu indefectível boné vermelho de caçador, o jovem traça um plano incerto: tomar um trem para Nova York e vagar por três dias pela grande cidade, adiando a volta à casa dos pais até que eles recebam a notícia da expulsão por alguém da escola. Seus dias e noites serão marcados por encontros confusos, e ocasionalmente comoventes, com estranhos, brigas com os tipos mais desprezíveis, encontros com ex-namoradas, visitas à sua irmã Phoebe -- a única criatura neste mundo que parece entendê-lo -- e por dúvidas que irão consumi-lo durante sua estadia, entre elas uma questão recorrente: afinal, para onde vão os patos do Central Park no inverno? Acima de todos esses fatos, preocupações e pensamentos, paira a inimitável voz de Holden, o adolescente raivoso e idealista que quer desbancar o mundo dos "fajutos", num turbilhão quase sem fim de ressentimento, humor, frases lapidares, insegurança, bravatas e rebelião juvenil."

Resenha: O Caderninho de Desafios de Dash e Lily por David Levithan e Rachel Cohn

O Natal sempre foi uma das minhas épocas favoritas do ano e por isso sempre tentei deixar as minhas leituras com um clima leve, fofo e acolhedor. É certo que esse ano eu mudei um pouco e li algumas obras bem densas, mas, como contraponto, conheci esse livro que além de dar um baita quentinho no coração, foi adaptado pela Netflix.

Título: 
O Caderninho de Desafios de Dash e Lily
Autores: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 256
Sinopse: "O mais novo livro de David Levithan, autor de Will & Will e Todo dia Lily sente que chegou a hora de se apaixonar. Para achar sua cara-metade, ela vai contar com a ajuda do irmão, que ajuda a garota a criar uma série de tarefas num caderno vermelho. Quem o encontrar, em meio às prateleiras da mais caótica livraria de Manhattan, deve aceitar ou não seu desafio. Dash, um lobo solitário, encontra o moleskine em sua livraria predileta, e os dois ousam trocar sonhos, desafios e desejos nas páginas do caderninho que será achado e perdido sucessivamente nos mais diferentes locais da cidade."

Comic Resenha: V de Vingança por Alan Moore e David Lloyd

Tenho uma predileção curiosa por histórias que retratam governos totalitários, regimes autocráticos e ideias de oposição à tudo isso. Geralmente, leio histórias no formato romance, mas após assistir ao filme e adquirir há alguns anos essa HQ, resolvi que esse era o ano em que eu conheceria V e toda a sua glória.

Título:
V de Vingança
Roteiro: Alan Moore
Arte: David Lloyd
Cores: David Lloyd, Steve Whitaker e Siobhan Dodds
Editora: Panini
Páginas: 304
Ano: 2012
Onde comprar: Amazon
Sinopse: "Uma poderosa e aterradora história sobre a perda da liberdade e cidadania em um mundo totalitário bem possível, V DE VINGANÇA permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos e o trabalho que revelou ao mundo seus criadores, Alan Moore e David Lloyd. Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo, esta arrebatadora história captura a natureza sufocante da vida em um estado policial autoritário e a força redentora do espírito humano que se rebela contra esta situação. Obra de surpreendente clareza e inteligência, V DE VINGANÇA traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança, em um audacioso conto de opressão e resistência."

Resenha: Olhos D'Água por Conceição Evaristo

Com palavras fortes, pesadas, com neologismos, com composições-intensidade e muita sensibilidade, Conceição Evaristo nos traz uma coletânea de 15 contos cheios de poesia sobre o amor, a morte e o cotidiano negro em "Olhos D'Água".


Título:
Olhos D'Água
Autora: Conceição Evaristo
Editora: Pallas
Páginas: 116
Ano: 2014
Sinopse:
"Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida?Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira."

Resenha: Aimó por Reginaldo Prandi

Se existissem contos de fadas na cultura negra, com toda a certeza "Aimó: Uma viagem pelo mundo dos Orixás" seria um deles. E nessa semana em que comemoramos a Consciência Negra, que forma melhor de celebrar nossa herança africana do que falando sobre a maravilhosa mitologia dos Orixás? Essa é a proposta de "Aimó", escrito por Reginaldo Prandi: trazer com leveza e dinamismo o entendimento do mundo dos Orixás, e quebrar o tabu construído em volta da belíssima mitologia Iorubá.

Título:
Aimó
Autor: Reginaldo Prandi
Editora: Seguinte
Páginas: 258
Ano: 2017
Sinopse: "Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família — está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, "a menina que ninguém sabe quem é". Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa."