17 de janeiro de 2015

Top 10: Melhores Leituras de 2014


Recentemente trouxe para vocês a minha retrospectiva literária do ano que passou. Nela, prometi elaborar um Top 10 com as minhas melhores leituras de 2014 com certa variedade de gêneros para que leitores de todos os gostos pudessem tirar uma dica ou outra de leitura. No entanto, tenho que confessar que não foi nenhum pouco fácil, já que percebi que os livros que mais gostei giraram em torno de basicamente um mesmo gênero: o policial. Mas isso não quer dizer que eu fracassei na minha promessa, pois depois de muito pensar e reler minhas resenhas cheguei a essa lista final...

10. A Maldição de Dömaro por John Ajvide Lindqvist

Os escritores suecos têm começado a fazer parte das minhas leituras e eu tenho gostado muito de tudo o que eles apresentam. Além de trazerem um cenário completamente diferente do que estamos habituados, eles ainda fazem isso com uma desenvoltura admirável. Por isso, nada mais natural do que iniciar minha imersão no horror contemporâneo com os escandinavos. John Ajvide Lindqvist, por exemplo, é conhecido entre os leitores por causa de seu livro “Deixa Ela Entrar” que além de ter ganho uma adaptação sueca, ainda ganhou outra protagonizada pela atriz Chloë Moretz. Mas esse livro não foi a minha primeira escolha, mas sim “A Maldição de Domarö”, que com um horror psicológico e embasado também em antigas maldições, me fez ter pesadelos e enxergar de modo diferente a maneira como o mar se comporta.

9. O Sal da Vida por Françoise Héritier

Comumente eu não leio livros autobiográficos, ainda mais, se não são de alguém que eu desejo conhecer a sua história. Entretanto, as nuances que pareciam envolver “O Sal da Vida” me chamaram a atenção desde o princípio. De leitura rápida, e escrita poética, esse livro mexeu comigo de uma forma que nem sei como explicar... A única coisa que posso dizer é que fez com que minha imaginação mergulhasse na história de Françoise Héritier para por fim, mergulhar na minha e reavivar algumas maravilhosas lembranças que estavam perdidas em minha mente.

8. Graffiti Moon por Cath Crowley

Uma boa escrita poética é capaz de me ganhar logo nas primeiras páginas, mas para esse sentimento perdurar, é necessário o escritor mostrar a que veio e me fazer acreditar que tem mais para me contar do que algumas belas frases de efeito. E para enorme satisfação, a autora Cath Crowley conseguiu provar que é uma escritora ímpar e que pode manter com muito estilo e criatividade uma história narrada em apenas um dia. Sem dúvidas, "Graffiti Moon" é um livro Young Adult sensacional!

7. As Cavernas de Aço por Isaac Asimov

Sempre li muitos comentários a respeito de Isaac Asimov e ao olhar inovador que ele lançou sobre a ficção científica ao inserir o conceito de robótica na literatura. Porém, demorei um longo tempo para ter coragem de ler algo escrito por ele. Quando li a sinopse de “As Cavernas de Aço”, enxerguei naquela história algo maior do que imaginei até então e me surpreendi ainda mais quando isso se provou algo certo quando o autor me apresentou a uma trama policial envolvendo dois universos completamente distintos, um humano, um robô e muita ação. Sinceramente? Foi genial!

6. O Cão dos Baskerville por Arhtur Conan Doyle

Todo ano eu me proponho um desafio. O desafio do ano passado era ler todos os romances da série “Sherlock Holmes”. Eu queria conhecer as bases do gênero policial e principalmente, entender porque o personagem que dá nome a série, se tornou referência entre os amantes de histórias de detive. No começo, demorei a me sentir à vontade com a escrita de Doyle e com a maneira egocêntrica que o Holmes tem de se portar, mas quando li “O Cão dos Baskerville” não tive saída além de elegê-lo como o melhor romance de toda a série e um dos melhores que já tive oportunidade de ler.

5. Série “Os Bridgertons” por Julia Quinn

Adoro um bom romance histórico. Ainda mais para ler naqueles dias frios em que eu não quero fazer nada além de suspirar com amores que parecem impossíveis de acontecer fora das páginas de um livro. Porém, até a Aninha (leitora do blog e amiga) me indicar a série “Os Bridgertons”, eu não sabia o que era ficar completamente dependente de uma série desse gênero. Mesmo correndo o risco de estar sendo piegas, cada história da família Bridgerton me faz acreditar que o amor, apesar de quase inatingível, é o sentimento mais poderoso que existe. O único capaz de operar milagres.

4. Flash Forward por Robert J. Sawyer

Eu sou completamente viciada em distopias. Isso é um fato que eu não posso negar. No entanto, até ler “Flash Forward” minhas experiências com o gênero se resumiam a séries voltadas para o público juvenil e que traziam uma “destruição” muito mais fantástica do que pautada em algo que realmente pudesse acontecer e tivesse um processo científico por trás. E é com um enredo completamente inovador e tratamento das relações humanas de modo muito verdadeiro, que esse livro se tornou uma das grandes surpresas entre minhas leituras.

3. Psicose por Robert Bloch

Tenho que confessar uma coisa: eu sempre associei “Psicose” a Hitchcock. Por isso foi uma imensa surpresa me deparar diante da escrita de Robert Bloch e achar tudo de um primor tão grande que me deixou meio mal por não ter tido a oportunidade de ter contato com a sua obra antes. A verdade é que com personagens absolutamente marcantes, é impossível não querer desvendar cada faceta do Norman Bates e de sua estranha relação com a sua mãe. Quando a história chegou no seu ápice, eu estava boquiaberta e pronta para aplaudir o autor.

2. Encantos do Jardim e A Garota que Perseguiu a Lua por Sarah Addison Allen

Sabe aqueles livros que fazem você ter vontade de morar neles? Bem, todos os livros da Sarah Addison Allen são assim. E como se não bastasse me deixar refém de suas histórias através dos cenários que ela compõe, ela ainda escreve de maneira tão gostosa e poética que é impossível não ler um livro seu e ficar com gostinho de quero mais. Tanto “Encantos do Jardim”, quanto “A Garota que Perseguiu a Lua”, trazem um mix de cheiros e sons que as histórias parecem transferir sua magia para quem o está lendo de modo que o desejo de que as páginas não tenham fim pode ser sentida do início ao fim. Amo tanto...

1. Os Três por Sarah Lotz

Sem sombra de dúvidas “Os Três” foi um dos livros mais originais que tive o prazer de ler. Tanto com relação a estrutura que a autora utilizou para narrar a história, como também, a maneira completamente gostosa dela brincar com a cabeça dos seus leitores a respeito do porquê as coisas terem acontecido. E mesmo tendo uma surpresa e tanto com a sua teoria final, não me senti frustrada por não ter sido aquilo que eu imaginava, mas sim boquiaberta com a criatividade de Sarah Lotz.

Bônus: Coração Envenenado por S. B. Hayes

Livros diferentes costumam me deixar sempre com gostinho de quero mais. E foi exatamente essa a sensação que fiquei após ler “Coração Envenenado” e me deparar com uma história onde nem tudo o que parece é, e onde o aspecto psicológico de cada personagem dita o tom de cada uma das cenas. Mesclando vários gêneros de modo muito peculiar, S. B. Hayes me proporcionou uma das leituras mais intrigantes do ano passado. Mal posso esperar para ler algo mais escrito por ela.



Bom pessoal, por hoje é só. Espero que vocês tenham gostado do meu “Top 10” e que não deixem de ver também a minha Retrospectiva Literária para obter mais indicações de leitura.

--- Isabelle Vitorino ---

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