Resenha: Pequenas Realidades por Tabitha King

Título: Pequenas Realidades
Autora: Tabitha King
Editora: Darkside
Ano: 2019
Páginas: 320
Onde comprar: Amazon | Submarino |
Darkside | Saraiva
Sinopse: Neste livro, conhecemos a socialite Dorothy Hardesty Douglas, filha de um antigo presidente norte-americano, que vive na redoma de seu legado de sucesso. Entusiasta de miniaturas, ela possui uma réplica da Casa Branca, perfeita em seus mínimos detalhes. Ao conhecer um homem chamado Roger Tinker, que trabalhou para o governo em um projeto secreto, ela descobre uma maneira fantástica — e um tanto perturbadora — de decorar sua casinha. Em uma trama que envolve relações familiares problemáticas e o mundo estranho e obsessivo das miniaturas, Tabitha King conduz o leitor por uma história grotesca e disfuncional. Não sabemos para onde os personagens vão nos levar com seus atos extremos, e a sensação fascina e aterroriza na mesma medida.

Fonte das imagens desta resenha: darkside.blog.br

Lançamento da Darkside Books, Pequenas Realidades é o livro de estreia da escritora Tabitha King (esposa do aclamado Stephen King), originalmente publicado em 1981. A sinopse é uma promessa de horror: imaginar ser encolhido para servir de brinquedo em uma casa de bonecas é de gelar o sangue.

A história inicia com um flashback da infância de Dorothy Hardesty Douglas, filha de um ex-presidente norte americano. Em poucas páginas, Tabitha traça um retrato da solidão que envolveu o crescimento dessa protagonista, numa tentativa de humanizá-la, embora nada justifique as atitudes dessa socialite ao longo da narrativa. 

Dorothy é aficionada por miniaturas e proprietária de uma réplica quase perfeita da Casa Branca. Ela conhece um ex-funcionário do governo chamado Roger Tinker, um cara bem esquisito, mas dono de um objeto semelhante a uma câmera fotográfica capaz de miniaturizar qualquer coisa, inclusive seres vivos, e para Dorothy isso é tudo o que importa. O relacionamento/codependência entre eles desenvolve-se ao ponto de ambos unirem-se em roubos e até assassinatos através do objeto que Tinker chama de "miniaturizador".

Em paralelo, conhecemos a ex-nora de Dorothy, Lucy, viúva do filho daquela, e seus netos. As relações entre ambas são carregadas de tensões, que explodem sempre que o tema é trabalho ou filhos. Lucy é uma competente miniaturista e é contratada por Dolly para mobiliar sua Casa Branca de bonecas. Ao longo da trama acompanhamos o romance dela com um ex-amante de Dolly, Nick, e a convivência de ambos com suas respectivas famílias.

Essa resenha não conterá spoilers, apesar do desenrolar dessa narrativa ser bem previsível. Não tinha nenhuma expectativa ao iniciar a leitura mas ainda assim fiquei decepcionada, a impressão geral é de uma história escrita de uma vez só, apresentada ao público sem revisão - uma ideia boa e original que poderia ser trabalhada de forma muito mais satisfatória. Perdeu-se muito tempo com o romance entre Lucy e Nick (que sinceramente, quem se importa?), e não foi bem desenvolvido o estado mental que culminaria no final do livro (da forma como foi escrito, ficou bizarro e sem coerência). Em resumo, foi uma leitura interessante pela ideia instigante do enredo, mas decepcionante em termos de evolução da trama.     

A vida era uma coisa complicada e curiosa, e ele não precisava assistir às novelas para saber que o fato de ser clichê não queria dizer que não era verdade. Era mágico e doloroso o o jeito como o tempo dava voltas e nada parecia terminar de verdade.

--- Mariane Brandão ---

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