Resenha: Avalon High por Meg Cabot

Oi, minha gente linda! Esses dias estava lembrando a minha época de pré-adolescência e percebi que ainda não era uma leitora contumaz (lá se vão mais de dez anos), por isso não acompanhei o frisson causado pelas publicações de Meg Cabot. Acho que por causa disso não me contive ao ver "Avalon High" disponível no Kindle Unlimited e decidi encarar essa leitura deliciosa. O que eu achei dessa história? Continuem lendo essa resenha!

Título: Avalon High
Autora: Meg Cabot
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 350
Onde comprar: Amazon | Submarino
AVALON HIGH pode não ser exatamente o lugar onde Ellie gostaria de estudar, mas até que não é tão ruim assim. Uma escola americana normal, freqüentada pelos mesmos tipos de sempre: Lance, o esportista; Jennifer, a animadora de torcida; e Will, o presidente da turma, jogador talentoso, bom moço... e muito charmoso!  Mas nem todos em AVALON HIGH são o que parecem ser... nem mesmo Ellie, como ela logo vai descobrir. Depois de um esbarrão durante uma corrida no parque, os destinos de Ellie e Will parecem estar irremediavelmente entrelaçados. Ela começa a notar uma série de estranhas coincidências entre o seu cotidiano e a lenda do Rei Arthur – nomes similares, triângulos amorosos, sociedades secretas – mas qual seria seu verdadeiro papel nessa história? Como em Camelot, estariam seus novos amigos fadados a um trágico destino? E pior, o que ela pode fazer para impedir que uma profecia milenar se cumpra mais uma vez? Misturando fantasia, história e romance, Meg Cabot acerta mais uma vez. Uma versão inteligente e bem-humorada da lenda arthuriana, Avalon High vai agradar em cheio às fãs da autora de O Diário da princesa.

Elaine era uma garota comum, exceto pelo fato de ser filha de professores universitários especialistas na era mediaval e que lhe deram o nome em homenagem a Elaine de Astolat, personagem das lendas arturianas que de tão apaixonada por Sir. Lancelot encarou um destino trágico. Era também por causa do trabalho dos seus pais que ela agora estava a quilômetros de distância da casa, sentenciada a frequentar uma escola que não conhecia ninguém e ter como únicas distrações as corridas diárias com o seu pai e os banhos de sol na piscina de casa. E por mais surpreendente que possa parecer, é justamente em uma corrida no parque que ela conhece o belo Will, uma garoto alto e simpático, cujo sentimento de reconhecimento em ambos foi despertado em apenas uma troca de olhares. 

Mas como Ellie já suspeitava, a vida não era algo fácil para uma garota nerd e alta como ela, principalmente no amor, afinal, o último garoto a se declarar para ela fazia quinta série e tinha ido embora logo em seguida, por isso ela não se surpreendeu ao descobrir que Will namorava a bela Jennifer. Não que isso representasse um empecilho para que a amizade entre ambos se consolidasse, já que estranhamente aquele garoto parecia querer estar em sua companhia. O que ela não esperava era que eventos misteriosos começassem a se desenrolar e uma antiga sociedade secreta trouxesse à tona segredos antigos que poderiam mudar para sempre a vida de Ellie e daqueles que ela amava.

"Avalon High" é aquele tipo de livro cuja história leve e fluida é perfeita para descontrair o leitor entre uma leitura mais densa e outra. Com elementos de fantasia e de romance young adult, é fácil avançar as páginas pela ansiedade em saber qual o desfecho escolhido pela autora. E é justamente aí que encontramos a motivação necessária para fazer com que os leitores mais crescidos desfrutem da leitura, pois é por meio da criatividade em abordar as lendas arturianas, que Meg Cabot fisga a nossa atenção e nos mantém devidamente entretidos. Diferente da maioria dos livros de fantasia, a autora faz uma escolha curiosa ao não tratar de maneira direta os elementos fantásticos até ultrapassar a metade da história. Digo diferente porque os livros do gênero costumam adentrar nesse aspecto já nas primeiras páginas.

Em sua maioria, os personagens trazidos pela autora são cativantes, principalmente o elenco adulto. Acredito que isso se deu em virtude deles serem os responsáveis por abordar os aspectos históricos que envolvem a história do Rei Artur e os mitos que cercam a sua vida e morte. Dentre os personagens mais icônicos, poderia citar o Sr. Morton, que exerce um verdadeiro papel de guia e é um excelente professor de literatura. Apesar da pouca participação, os pais de Ellie exercem uma função preponderante no desenrolar do enredo e eu gostaria muito de ter visto um pouco mais deles. 

No tocante ao grupo principal, Ellie é uma personagem leve e divertida, muito cabeça dura como qualquer adolescente, mas que consegue manter o leitor entretido com o seu jeito de ver as coisas, por outro lado o Will tem certa intensidade que eu adoraria ver sendo trabalhada em um livro do gênero new adult, ele consegue ser marcante o suficiente para exercer o protagonismo. Entretanto, me incomodei com um aspecto em especial da narrativa que, em que pese possa ser considerado pequeno se considerado dentro do todo, ainda assim influenciou o bom andamento da leitura, qual seja: os vícios de linguagem da protagonista. Tenho plena consciência que esse é um hábito linguístico muito comum, principalmente na fase de adolescência, mas ler isso de forma reiterada me irritou um pouco, confesso.

Por fim, reafirmo que "Avalon High" é uma excelente leitura para ser realizada naqueles momentos de descanso próprios de quando lemos algo denso, e não só isso, esse é o tipo de livro que te faz relembrar o quão interessante é ser um adolescente em processo de descobertas - de fato, eu adoraria ter lido esse livro por volta dos meus quinze ou dezesseis anos. E foi por ser capaz de evocar em mim tantos sentimentos positivos e ter transmitido tanta solidez criativa, que eu não poderia deixar de recomendar essa leitura para todos, inclusive para aqueles que, assim como eu, não se encontram na faixa etária alvo da publicação. Tenho certeza que será uma leitura, no mínimo interessante. Ah, e para quem não conhecia a história, já deixo registrado que a Disney fez uma adpatação do livro protagonizada por Britt Robertson.

[...] O lugar de alguém não é só uma cidade, sabe? São as pessoas que fazem alguém se sentir em casa... as pessoas com quem você se preocupa, e que se preocupam com você...

--- Isabelle Vitorino ---

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