20 de julho de 2017

Tem na Netflix: Fica Comigo

Qual o limite entre o amor e a obsessão?

Título no Brasil: Fica Comigo
Título Original: You Get Me
Ano: 2017
Diretor: Brent Bonacorso
Duração: 89 minutos (1 hora e 29 minutos)
Elenco: Bella Thorne, Taylor John Smith, Halston Sage, Nash Grier, Anna Akana.
Gênero: Drama, Suspense.
Após uma relação de uma noite só, Holly (Bella Thorne) desenvolve uma perigosa obsessão por Tyler (Taylor John Smith) e se transfere para a escola dele, desesperada por manter vivo seu “romance”.

Tyler é um garoto do interior dos Estados Unidos acostumado a lutar pelos sonhos. Trabalhando em um restaurante na orla da praia da cidade, ele divide seu tempo entre a escola e os cuidados com a sua irmã caçula. Mas não só isso, ele namora a sua colega de escola, Alison, e sonha em ficar para sempre com ela. No entanto, há coisas que ela esconde sobre o seu passado, principalmente relacionadas ao estilo de vida que tinha antes de morar naquele lugar. E é em uma festa que eles discutem, que ele conhece Holly. Sensual e provocativa, Holly mostra a que veio desde o início, tanto que após passar um final de semana com Tyler, deixa claro que não aceitará ser posta de lado e que fará qualquer coisa para ficar com ele.


Aqueles apaixonados por filmes há alguns anos serão capazes de recordar de um ou dois roteiros com tema semelhante ao abordado em "Fica Comigo". De pronto, poderia citar "Fixação", o longa de 2002 chamou a atenção dos espectadores ao entregar uma história de obsessão entre uma bela jovem e um rapaz loucamente apaixonado por sua namorada. Mas não é só no cinema que temos exemplos desse tipo de plote, na literatura é possível observar alguns autores abordando as tensões que envolvem esses relacionamentos como, por exemplo, "Coração Envenenado" e "Bela Maldade". Devo dizer, porém, que infelizmente não observei nenhuma análise mais profunda acerca das causas da obsessão, tampouco, os possíveis tratamentos para aqueles que são acometidos por esse transtorno.


Não vou negar que sempre tive receio de filmes juvenis tratando dessa temática, ainda mais porque nem sempre o roteirista consegue delimitar bem o ponto em que a fixação natural de um adolescente apaixonado se transforma em um sentimento exagerado e doentio. Felizmente, essa questão é bem explorada em "Fica Comigo", pois apesar de não haver grandes divagações ou ponderações concentradas acerca do tema, é fácil perceber que o comportamento de Holly é excessivo e abusivo. Todavia, não é só ela que tem uma carga psicológica que necessita de acompanhamento. Isso, porque, algumas atitudes do Tyler extrapolaram o limite da sensatez. Entendo que ele se sentia acuado pela garota que prometia fazer um inferno em sua vida, porém, a agressão a uma mulher – mentalmente desequilibrada, diga-se de passagem – tornou-se algo forçado e porque não, condenável.


A fotografia do filme remete de fato a um verão em que tudo pode acontecer, principalmente, pelos cenários de mar, sol, amigos e muito festa. No que se refere as atuações, é possível observar alguns problemas relativos a inexperiência de alguns artistas, mas nada que se possa julgar em um longa-metragem sem grandes pretensões. O conselho que eu dou a quem irá se aventurar nessa história é que não espere excelência haja vista que há inúmeras falhas e clichês no roteiro, bem como, nas atuações. Em suma, indico "Fica Comigo" para aqueles espectadores que pretendem assistir a algo sem grandes expectativas em um dia de ócio, pois apesar do tema bem pesado, a condução do roteiro não foi boa o suficiente para ser levada a sério, razão pela qual o filme deve ser encarado como uma mera diversão.



--- Isabelle Vitorino ---

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