8 de setembro de 2015

Resenha: Red Hill por Jamie McGuire

Olá, pessoal! Tudo bem? Depois de um pequeno hiatus para curtir o feriadão e colocar em dias os estudos, voltei com a resenha de um livro que me deixou bem ressabiada. Vamos conferir os detalhes da minha opinião?

Título: Red Hill
Série: Red Hill #1
Autor (a): Jamie McGuire
Editora: Verus
Páginas: 350
Ano: 2015
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Para Scarlet, cuidar de suas duas filhas sozinha significa que lutar pelo amanhã é uma batalha diária. Nathan tem uma mulher, mas não se lembra o que é estar apaixonado; a única coisa que faz a volta para casa valer a pena é sua filha Zoe. A maior preocupação de Miranda é saber se seu carro tem espaço suficiente para sua irmã e seus amigos irem viajar no fim de semana, escapando das provas finais da faculdade. Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, essas pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, Scarlet, Nathan, e Miranda procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano. O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir? 


Eu sou apaixonada por distopias. Adoro o clima de tensão e a possibilidade de acontecer coisas aterradoras na Terra em decorrência do descaso da humanidade. Ainda mais quando o autor consegue pegar alguns fatos ocorridos na vida real para caracterizar de uma forma mais realista seu próprio enredo de horror. Entretanto, não são muitos autores que conseguem alcançar essa proeza. Infelizmente Jamie McGuire está nessa lista. Devo dizer que isso não significa que ela não tenha capacidade para escrever, afinal, ela não se tornou best-seller por acaso, o que quero dizer é que quando o assunto é um mundo em caos, há mais dramas próprios de outros gêneros, do que pontos que fortifiquem a distopia que está sendo apresentada.

Em "Red Hill" somos apresentados aos personagens de forma paulatina, já que temos a mudança de ponto de vista para apresentar tanto os personagens quanto suas histórias de vida. Scarlet é uma personagem que me deixou dividida, isso porque fiquei profundamente consternada com a sua maneira de agir com relação a pandemia viral tratada no enredo. Imaginem só, ela era técnica em raio-x e como tal, trabalhava em um hospital, ou seja, por ter contato com a área médica pressupõe-se que ela tivesse o mínimo de curiosidade a respeito de uma doença que está assolando todo um continente e que está deixando os outros em estado de alerta. Mas não, ela segue a via contrária a essa e simplesmente não tem a menor noção do que está acontecendo mesmo quando os sintomas já se apresentam em pacientes que estão sob os seus cuidados.

Isso me deixou a forte impressão de que a sua profissão era mais um meio de inserir a protagonista em uma situação caótica para prender o leitor com as hipóteses relacionadas ao seu futuro, do que realmente algo essencial para a trama. Em contrapartida temos Nathan, um homem com um casamento destruído e que está lutando para oferecer a sua filha pequena o melhor que pode dentro de circunstâncias aterradoras, é muito bonito ver a maneira como ele continua tentando mesmo quando as coisas estão desesperadoras. Miranda por sua vez, é típica personagem que quer colocar banca de destemida, mas que na verdade ainda precisa de proteção. No momento em que a correria em decorrência da chegada ao vírus nos Estados Unidos se inicia, vemos o quanto ela possui dualidade em sua essência. Gostei disso, porém, achei incoerente a aceitação dela com relação aos zumbis. É claro que se alguém diz "corra, tem mortos devorando vivos", você corre, mas não sem questionar.

Em meio a tudo isso, faltou o principal: a ação realizada de modo coerente. A autora optou por um enredo mais sensível e se concentrou nas descrições dos sentimentos dos personagens e a maneira como eles estão tentando viver a vida dentro de certo nível de normalidade (sim, temos um romance entre os protagonistas). Mas não era isso o que eu esperava do livro, ainda mais pelas experiências que tive com enredos que trazem os zumbis como o centro da história e muitas cabeças rolando colina abaixo. Sinceramente, eu queria um livro mais adulto cujos personagens mostrassem a que veio e que as coisas acontecessem de maneira mais intensa, principalmente no que tange as técnicas de sobrevivência para conseguir sair com vida desse cenário caótico. 

Não é que esses pontos não existam, mas são tão fracos e insanos que não consigo sequer levá-los em consideração. A verdade é que tenho sérias dúvidas se continuarei acompanhado a série após esse balde de água fria que sofri. Não vou dizer que a história não vale a pena ser lida, porém, indicaria aos leitores que não acompanham outros enredos mais pesados sobre tema, porque há uma grande possibilidade de sofrer uma grande frustração com "Red Hill". Ademais, a leitura foi válida por mostrar um outro lado de Jamie McGuire e de sua capacidade criativa. Espero que nos próximos livros ela melhore esses pontos para que eu possa voltar a acompanhar esse universo.

[...] Eu não sabia quanto tempo conseguiríamos sobreviver, mas tinha certeza de que não morreria no primeiro dia da droga do Apocalipse zumbi.

--- Isabelle Vitorino ---

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita, dê sua opinião, participe e volte sempre.

- Caso tenha uma pergunta deixe seu e-mail abaixo que respondo assim que o comentário for lido.

- Caso sua mensagem não tenha relação com o post, envie para o e-mail.



ATUALIZAÇÕES DO INSTAGRAM