28 de abril de 2015

Resenha: Sobre a Escrita por Stephen King

Quem já leu meu post sobre os 10 livros que eu queria ler esse ano, sabe que ler Stephen King estava quase se tornando uma meta de vida. Por isso, não hesitei em solicitar “Sobre a Escrita” um minuto sequer quando soube do seu lançamento pela editora Suma de Letras. E o que dizer além de... amei, amei, amei!

Título: Sobre a Escrita
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 256
Ano: 2015
Onde comprar: Saraiva
Sobre a Escrita - O livro é considerado por muitos uma autobiografia do King e os leitores terão a oportunidade de mergulhar um pouco na vida pessoal dele (como, por exemplo, o acidente que quase o matou em 1999) e conhecer também como funciona seu processo de escrita.

Como qualquer autoridade no assunto, antes de guiar seus leitores pelas caixas mágicas que auxiliam um escritor no momento de escrever um livro, Stephen King inicia seu livro com um elaborado Currículo. Mergulhando fundo em acontecimentos de várias fases de sua vida, ele faz com que o leitor se sinta inserido em uma realidade diferente da sua através da sua impecável narrativa. São tantos altos e baixos, tantas cenas divertidas e preocupantes, que é impossível não pensar: “cara, você nasceu para escrever”.

E nasceu mesmo, viu? Não só as situações que ele viveu lhe deram subsídios para escrever, como também, o seu próprio talento que já despontava na primeira infância e era estimulado por sua mãe – que também era a sua fã número 1 (oi, Anny!).  Nessa primeira parte de sua história, além de citar alguns livros e seu processo de escrita, ele dedica uma atenção especial a nos contar como foi escrever “Carrie, a Estranha” e como sua esposa foi uma figura central para que os seus leitores tivessem a chance de ler esse livro.

E é quando chegamos na parte que trata da escrita que King mostra todas as engrenagens que faz com que tudo funcione de modo perfeito durante o seu processo de elaboração de uma história. Ele é bem direto com o que quer dizer e pede que o seu leitor busque essa mesma precisão na hora de desenvolver um livro. Ele não pede que a sua narrativa seja pobre, não mesmo. Ele pede apenas que esteja presente nela, aquilo que vai fazer diferença para o leitor. Essa é uma de suas principais lições. E para os fãs de “Misery – Uma Louca Obsessão”, ele adota esse livro para exemplificar algumas questões bem pertinentes ao escritor iniciante.

E nossa, como eu me diverti lendo “Sobre a Escrita”. Tem uma cena que ficou marcada em minha memória, tanto que horas depois de eu ler ainda estava rindo (“Pow”, é uma expressão que eu com certeza jamais esquecerei). Mas não é só isso, ele também traz algumas histórias bem preocupantes, como é o caso de seu histórico com álcool e drogas, e como isso quase destruiu sua vida e sua carreira. Particularmente, acredito que uma das pessoas de maior importância em sua vida foi a Tabitha, sua esposa, amiga e crítica. Em todos os momentos que ele mais precisou dela, ela estava lá sem julgamentos e pronta para ajudar. Uma mulher surpreendente, mesmo!

Imagino que você deve estar se perguntando sobre a efetividade de todos os conselhos que o King dá para se escrever melhor, e eu não sei como dizer isso de outra forma a não ser: você que quer ser escritor, independente do gênero sobre o qual quer escrever, precisa ler “Sobre a Escrita” o mais rápido possível. Ele dá uma verdadeira aula de escrita criativa em cada ponto do seu livro sem soar pedante ou utilizar da prolixidade a fim de fazer com que o processo de escrita pareça ser algo para poucos.

Como o próprio King diz, não há como transforma um escritor ruim em um bom escritor, mas há como transformar um escritor competente em um bom escritor. Acho que cada um de nós, com bastante dedicação, somos capazes de alcançar ao menos a competência na escrita. King diz que uma das formas de conquistar isso é através da prática diária, por mais que pareça difícil ou exaustivo escrever até nos dias que não se tem inspiração, ele reitera uma e outra vez a necessidade de se estabelecer metas e cumpri-las. Acho que esse é um bom exercício para o escritor que existe dentro de você começar a aflorar, antes de correr para a livraria mais próxima e adquirir o espetacular “Sobre a Escrita”.

[...] Se eu tiver que passar um tempo no purgatório antes de ir para um lugar ou outro, acho que não sofrerei muito se houver uma biblioteca que empreste livros [...]. Pág. 94

--- Isabelle Vitorino ---

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