8 de dezembro de 2014

Resenha: Os Segredos de Colin Bridgerton por Julia Quinn

Não sei iniciar minhas resenhas sobre os livros de Julia Quinn sem dizer o quanto as suas histórias são viciantes e os demais adjetivos que vocês já conhecem por aqui. Dessa forma, hoje os deixo apenas com essa pequena introdução e sugiro fortemente a leitura de mais uma resenha da série “Os Bridgertons”.

Título: Os Segredos de Colin Bridgerton
Série: Os Bridgertons #4
Título: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2014
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

Penelope Featherington sempre foi invisível para a sociedade. Diferente de sua irmã Felicity, ela era aquela que sempre ficou à beira do salão esperando que alguém bondoso, ou coagido, a tirasse para dançar. Ninguém enxergava nela nada além de vestidos amarelos horrorosos e o desespero que sua mãe, Portia, tinha para casar suas filhas com bons partidos. Ninguém, exceto a família Bridgerton. Contando com a proteção de sua melhor amiga Eloise e de seus irmãos, ela não se importava em continuar sem ser vista pelo restante do mundo se Colin Bridgerton a visse como algo a mais que alguém que merecia a sua piedade. Nem que fosse por uma noite... Mas ela e toda a sociedade sabiam que esse era só um sonho infantil, pois como disse Lady Whistledown certa vez em uma de suas colunas: o mundo que ela conhecia não seria mais o mesmo se uma Featherington casasse com um Bridgerton.

Colin Bridgerton era um aventureiro nato. Ele não sabia o quê, mas sempre que passava algum tempo em casa, algo o impulsionava a viajar a fim de conhecer alguma parte do mundo e fugir da sua rotina em Londres. Apesar da saudade que sentia de sua numerosa família, ele gostava de descobrir lugares novos e, por conseguinte, sensações e emoções que ele jamais imaginou sentir. O que não queria dizer que ele não apreciasse o retorno à sua casa após meses viajando, porque ele gostava, e muito. O que ele não esperava era que a volta da sua viagem à Grécia trouxesse surpresas como encontrar uma nova Penelope. Ele que sempre sentiu pena da maneira como ela era tratada na sociedade londrina, agora enxergava algo mais do que uma garota tímida e que estava sob o domínio da mãe. Ele agora conseguia ver uma mulher elegante, segura de si e que podia ser tudo aquilo que ele desejava e precisava.

Falar de Julia Quinn é sempre um prazer. Seus livros são um verdadeiro deleite que instiga seus leitores a irem além quando o assunto é ficar até altas horas da madrugada só para saber quais as peripécias que ela resevou para os seus personagens. Em "Os Segredos de Colin Bridgerton" eu tinha consciência que poderia esperar isso e muito mais, afinal, além de ser uma história sobre um Bridgerton, era uma história sobre Colin. E, ah, como eu tinha curiosidade de saber quem ele era por trás dos seus sorrisos e do seu humor sempre afável. Por isso foi com certa expectativa que eu iniciei essa leitura. Eu estava decidida a tirar a prova de se era ele ou o Benedict o verdadeiro dono do meu coração.

E isso se provou uma tarefa mais difícil do que eu imaginava a princípio por um motivo apenas: Colin se mostrou alguém parecido demais comigo. Por certo, essa foi a coisa mais estranha e sensacional que poderia ter me ocorrido. Estranha porque nunca imaginei ter tamanha empatia por um personagem (ainda mais masculino). Sensacional porque ver alguém habitado por dúvidas ter seus pensamentos desmistificados e mais do que isso, alguém que usa as palavras como forma de revelar seus sentimentos mais ocultos, me fez prender a respiração sem sequer notar porque essas coisas têm acontecido comigo com mais frequência do que sou capaz de mencionar.

Talvez esses fatos expliquem o carinho que sempre nutri por ele desde sua primeira aparição, mas de nenhuma forma explicam o tom que a autora decidiu ditar ao livro. A verdade é que mesmo achando que nunca acharia um livro da autora algo menos que “maravilhoso”, em “Os Segredos de Colin Bridgerton” isso mudou. Pois sendo um livro de pouquíssimo drama se equiparado aos demais, não pude evitar meu pensamento de que pela primeira vez havia pegado um livro da autora que poderia ser considerado apenas bom senão fosse minha paixão por Colin e o fator surpresa da história: a protagonista Penelope. Ainda mais por causa da constante contradição do Colin e as resoluções um tanto quanto fracas para os problemas que surgiram. Sim, queridos leitores, eu queria drama, lágrimas, emoções à flor da pele e muita, muita intensidade (eu queria o Benedict de novo).

Como isso não aconteceu, tentei me focar na surpresa que Penelope se tornou. Gostaria de enfatizá-la porque a autora conseguiu a proeza de transformá-la em uma personagem interessante de se acompanhar mesmo depois de muitas e muitas páginas ter incutido na mente do leitor a ideia de que ela não passava de uma garota sem voz nem vez na sociedade londrina. A princípio não entendi muito bem a escolha dela como o par do Colin, mas com o decorrer da história passei a gostar da combinação. Acredito que por mais que ela seja um tanto apática nas suas relações interpessoais, sua personalidade atendeu perfeitamente a de Colin – que por mais que não pareça, é um personagem que tende a ser recluso. Mas confesso que meu coração ficou partido com a falta de anedotas da sempre maravilhosa Lady Whistledown. Essa sim, sempre me encantou e sempre me encantará.

Talvez aquilo fosse a definição do amor, afinal. Querer uma pessoa, precisar dela e a adorar até mesmo nos momentos de fúria. Pág. 247

--- Isabelle Vitorino ---

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