21 de junho de 2016

Resenha: Jumanji por Chris Van Allsburg

Em 1995 foi lançado o filme "Jumanji". Trazendo uma história única e aventuras fantásticas, o longa metragem agradou desde os mais pequenos até os adultos, tanto que até hoje há quem queira acompanhar os infortúnios de Allan Parrish após encontrar um misterioso jogo de tabuleiro. Entretanto, baseado no livro infantil de Chris Van Allsburg, pode-se observar algumas diferenças entre um e outro, e é sobre isso e muito mais que vamos falar na resenha de hoje.

Título: Jumanji
Autor: Chris Van Allsburg
Editora: Cosac Naify
Páginas: 32
Ano: 2015
Onde comprar: Amazon | Saraiva | Submarino
Jumanji é um clássico que marcou gerações, seja em livro ou na adaptação para o cinema, de 1995. Para se distrair enquanto os pais estão na ópera, os irmãos Peter e Judy decidem brincar no parque, onde se deparam com um jogo misterioso que contém o aviso: “Leia as instruções com muita atenção”. Ao rolar os dados tem início uma fantástica aventura, com macacos, leão e até uma pessoa saindo de dentro do tabuleiro. Os irmãos Peter e Judy precisam chegar à cidade dourada de Jumanji para terminar a partida e conseguir reverter os estragos antes que seus pais voltem para casa. 


Judy e Peter são irmãos e mal podem conter a felicidade diante da possibilidade de ficarem sozinhos em casa. Seus pais foram a uma ópera e o deixaram na grande casa que moravam sem supervisão alguma e isso só podia significar uma coisa: diversão. Após uma ida ao parque, eles encontram uma misteriosa e antiga caixa. Curiosos com o conteúdo da mesma, decidem levá-la para casa em uma tentativa de desvendar os segredos que estão ali, prontos para serem descobertos.

Chegando em casa, logo eles abrem a caixa para verificar todos os seus detalhes e percebem que dentro há várias peças que compunham um jogo chamado "Jumanji". Nada parecia extraordinário, entretanto, quando Judy decide ler as instruções, as coisas se mostram ser um tantinho diferentes do que eles já encontraram em brinquedos comuns, principalmente por ter um aviso final alertando-os sobre a impossibilidade de parar o jogo sem antes terminá-lo. Porém, como as crianças que eram, não ligaram para o alerta e deram início a uma incrível e perigosa aventura.


"Jumanji" foi um dos filmes que mais marcaram a minha infância e até hoje é uma das minhas opções mais confiáveis quando quero mergulhar em uma história que sei que vou amar. Apesar de antigo, é um filme extremamente cativante e que continua inspirando a indústria do cinema haja vista que há promessas de um remake para ser lançado no ano de 2017. Para esse segundo filme, Dwayne Johnson (o famoso "The Rock") que está trabalhando na produção, disse que podemos esperar algo mais próximo do livro, mas do que de fata a obra de Chris Van Allsburg trata?

Devo dizer prontamente que para quem se sensibilizou com a história de Allan Parrish, o menino rebelde que só volta para casa anos depois de estar perdido no mundo mágico de "Jumanji", ele não será encontrado nas páginas desse livro. Tendo como protagonistas apenas Judy e Peter, são poucos os personagens que aparecem nessa história. Isso se não considerarmos as enormes feras que saem diretamente do jogo para a vida real, pois sim, há muitos animais aqui.


Todos os elementos incríveis que perpetuaram o filme nas nossas mentes, são encontrados aqui, isso porque mesmo o roteirista tendo investido em sua liberdade criativa, ele foi fiel a obra que o inspirou e respeitou toda a magia que Allsburg inseriu nas suas páginas. Sendo um livro voltado para as crianças, é natural que os mais crescidos sintam falta de um maior aprofundamento, porém, se lido com o pensamento de que não somos o público alvo, é fácil se encantar com tudo que o autor traz para nós.

E uma das coisas que mais colaboram para este encantamente, são as belíssimas ilustrações produzidas pelo autor que também é ilustrador, Ele consegue passar com riqueza de detalhes tudo o que ele que o seu leitor perceba acerca de uma cena. O fato dos desenhos terem a aparência de serem produzidos à lápis certamente torna tudo mais encantador. E o que falar dessa edição da Cosac Naify além de que sentirei saudades eternos de tudo o que ela trouxe para nós? Sim, caros leitores, não há defeitos para serem apontados nesta resenha, apenas posso transmitir o meu amor por essa história e por tudo o que ela representa para mim.


D: Muito importante. Assim que se inicia uma partida de Jumanji, esta só termina quando um dos jogadores chega à cidade dourada. Pág. 6

P.S. Para quem quiser conferir mais detalhes desta edição, não deixe de conferir o vídeo que fiz  no Instagram mostrando um pouquinho mais dela.

--- Isabelle Vitorino ---

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