30 de julho de 2015

Comic Resenha: Vingadores – A Queda por Brian Michael Bendis e David Finch

Porque melhor que histórias de ascensões, só mesmo histórias de quedas…

Título: Vingadores - A Queda
Roteiro: Brian Michael Bendis
Arte: David Finch
Editora: Marvel Comics
Ano: 2005
Acompanhe as tormentas da complicada vida de Tony Stark, secretario do governo americano, empresário e Homem de Ferro.O Homem-Aranha caçado pela Shield, X-men e todos os demais heróis de Nova York, enquanto seu lado aranha se torna mais forte.Thor, senhor de Asgard, indo ao encontro de seu destino final junto de todos os Deuses Nórdicos no Ragnarok.Veja os conflitos e dilemas que assombram o Capitão América em um dos piores momentos de sua vida.Uma das mais sombrias sagas da mais poderosa equipe do universo marvel, mortes, conflitos e sofrimento. Nada será como antes, quando o fim está próximo.

Muitos roteiristas já tentaram utilizar falar sobre como seria o fim de alguma super-equipe, mas, a meu ver, nenhum o fez com tanto primor quanto Brian Michael Bendis (gravem bem esse nome, porque ele vai aparecer com muita frequência por aqui).

Os Vingadores são praticamente uma corporação, um dos carros fortes da Marvel, por onde já passaram quase todos os grandes nomes da empresa. Então, como findar essa marca de maneira que superasse qualquer outra ideia já apresentada?

Os Vingadores estão em uma manhã cotidiana, quando recebem um alerta de intruso no jardim da mansão. Trata-se do Valete de Copas. Estaria tudo certo, afinal o rapaz é um vingador… Só que ele recentemente faleceu, sacrificando-se em prol da humanidade.

Desnorteado, o Homem-Formiga decide encontrar o velho companheiro e o desfecho deste encontro culmina numa explosão que ceifa a vida do vingador que se comunica com insetos.

Como se não bastasse esse estado de crise, temos Tony Stark que, em uma reunião da ONU, ameaça a vida do embaixador da Latvéria, constatando que está bêbado! (Todos nós sabemos dos problemas do Tony com álcool, certo?)

E para deixar o quadro mais completo, teremos diversos de eventos seguidos que deixarão claro que este é “o pior dia dos Vingadores”, onde sucessões de vilões, inimigos, e situações das mais singulares (Como a loucura e mortes de alguns dos heróis) tornarão essa história inimaginável.

No final, como de praxe, saberemos que todo o ocorrido foi arquitetado por alguém. Só acho que, como eu, ninguém esperava pelo que viria!

Com um final triste e sombrio, ainda tomados por raiva e incredulidade, os vingadores decidem encerrar suas atividades como um grupo, com uma das cenas mais marcantes da história dos heróis.

Em termos de Universo Marvel, como comentei a um tempo atrás, meu foco sempre foram os X-Men, então nunca dei muita atenção a quadrinhos dos Vingadores.

Esse em especial me interessou por seu título deveras chamativo, tornando-se a primeira saga do time que li e a que fez com que fez com que eu conhecesse o incrível trabalho do Brian Bendis.

A saga me trouxe uma nostálgica lembrança a Chris Claremont, na saga da Fênix Negra, mas suas semelhanças são totalmente parciais. A ideia de transformar uma personagem querida numa causadora de desastres tão marcantes que foi digna de aplausos.

Não foi a primeira vez que o time do Capitão América teve que encarar um colega num surto psicótico, porém, dessa vez a coisa atingiu níveis desproporcionais trazendo consequências que tornaram-se um divisor de águas nas tramas da Marvel.

É mais uma história de como o poder acaba corrompendo até mesmo a mais inocente das pessoas. E que quanto mais poderosos, mais frágeis e suscetíveis a erros nos tornamos.

Outro ponto positivo é que a história não te deixa parar pra respirar! São acontecimentos em cima de acontecimentos, mortes, destruições,  loucura, desconfianças, tudo bolado de um jeito tão dinâmico que você não consegue parar de ler!

Uma coisa que me chateou muito, aliás, que me chateia constantemente, é o Dr. Estranho. Stephen Strange simplesmente ama chegar na hora que a situação está irreversível, para dar uma lição de moral nos outros, sendo que ele sempre se isola ou assume uma posição totalmente passiva em relação aos acontecimentos.

Falando da arte, gosto bastante do David Finch por seu traço conciso e bonito.

Uma saga divisora de águas, que foi responsável pela Dinastia M, que definiu e ainda define as demais sagas dos mutantes até hoje!


Indispensável para aqueles que querem entender o que culminou sagas como: Dinastia M, Complexo de Messias, Segundo Advento, Jovens Vingadores, Vingadores vs X-Men e a atual formação dos times dos vingadores.

--- Marcel Elias ---

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