7 de março de 2015

Resenha: Para Sir Philip, Com Amor por Julia Quinn

Não sei qual o poder que a escrita de Julia Quinn exerce sobre mim, eu só sei que a cada livro que eu leio dela fico com uma sensação tão gostosa que as coisas a minha voltam até parecem melhores do que são. E olha, o que “Para Sir Phillip, Com Amor” fez com minhas emoções foi algo extraordinário! Leiam essa resenha preparados para muitos ataques emotivos.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor
Série: Os Bridgertons #5
Autora (a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 278
Ano: 2015
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Para Sir Phillip, Com Amor - Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 

Eloise nunca foi o tipo de mulher que encara a vida de moda pessimista. Sendo uma solteirona assumida, ela sempre encarou isso como algo natural, já que sempre teria a sua melhor amiga e confidente junto com ela. Mas quando Penepole surpreende a todos ao se casar com o seu irmão Colin, ela não sabe mais o que pensar sobre si mesma e as suas decisões. É aí que o seu maior segredo para se tornar a sua melhor saída... Phillip era um homem que não sabe o que fazer com a sua vida após a morte da sua esposa. A verdade era que ele já esperava há algum tempo que a melancolia que fazia parte da vida dela a consumisse, mas ele não queria que as coisas ocorressem de forma tão trágica e tão repentina. Com dois filhos para criar, a única coisa que parece preencher os seus dias são as correspondências com Eloise. E é através da troca de cartas entre eles que uma proposta de casamento surge.

Sem sombra de dúvidas essa foi uma das histórias mais tocantes da série “Os Bridgertons”, não seria exagero colocá-lo no mesmo patamar que os livros de Anthony e Benedict dada a densidade que está escondida em cada pormenor de “Para Sir Phillip, Com Amor”. E tudo isso se deve ao teimoso, alienado e completamente intenso, Phillip. Em se tratando de complexidade e paixão, Julia Quinn caprichou muito nesse personagem, já que ele conseguiu fazer comigo o que apenas o Benedict havia feito: colocar lágrimas nos meus olhos e me fazer derramá-las com a profusão de sentimentos que tive. Como um bom candidato a entrar na família Bridgerton, vocês podem imaginar que em determinados momentos é impossível não querer dar uns bons sermões nele, mas isso se atenua quando percebemos que Eloise não é só uma parceira, mas também, uma oponente à altura.

Eu não esperava gostar de Eloise. Eu sabia muito pouco dela para ter expectativas demais sobre a sua personalidade e os seus sonhos. No entanto, cada pensamento e atitude dela, me permitiu criar uma conexão muito forte com ela. Ela tem um jeito tão determinado de ser, que mesmo quando age por impulso, ela não permite ficar se lamentando, mas sim tenta de todas as formas encontrar uma saída para que as coisas saiam da maneira que ela deseja. Phillip é quase o seu projeto de mudança de vida. Ela quer oferecer a ele uma saída para a tragédia que ele vive ao mesmo tempo em que tenta de todas as formas encontrar o amor e a felicidade que agora parecem ser os seus principais desejos. Sem contar é claro, com a maneira divertidíssima que ela tem de lidar com a rebeldia dos filhos de Phillip até conquistar o seu respeito.

Tudo isso me tocou de tal maneira que nas cenas finais do livro me peguei chorando com o modo apaixonado que Phillip demonstrou o seu amor por Eloise. Eu só senti falta das ótimas anedotas da vida social da Lady Whistledown, mas em compensação tive o prazer de rever os irmãos Bridgertons em ação mais uma vez para defender uma mulher de sua família – até o Gregory apareceu. Ah gente, tenho que confessar que já estou começando a sentir saudades dessa família. Em pensar que só faltam três livros para acabar a série, fico desejando que os Bridgertons fossem mais do que A a H... Quem sabe até Z? E porque não, é claro, um livro para contar a história dos pais desses irmãos maravilhosos? Isso tudo é sonhar demais? Espero que não.

 
[...] Não, ela não precisava de ninguém perfeito. Só precisava de alguém perfeito para ela. Pág. 23

--- Isabelle Vitorino ---

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