22 de abril de 2016

Resenha: Para Onde Vai o Amor? por Fabrício Carpinejar

E para marcar a minha volta à terra dos blogs, nada melhor do que falar sobre um livro que se tornou uma quebra das correntes da minha zona de conforto por trazer algo novo nas minhas leituras: as crônicas. Preparados? Então, vêm comigo!

Título: Para Onde Vai o Amor?
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 176
Ano: 2015
Onde comprar: Saraiva | Submarino
O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado Você que está vendo este livro com dúvida se precisa dele, você não precisa dele, precisa de si, vive caçando uma palavra que confirme o que deseja, está atrás de um escritor que possa lhe recomendar de volta para quem brigou, com capacidade de explicar o que sente e traduzir seus tormentos. Mas já sabe o que deseja, não há como convencer do contrário, os amigos mostraram que seu relacionamento não tem futuro. Não acredita neles, acredita somente no milagre. E como justificar um milagre, ainda mais para quem não tem mais fé? Eu entendo o que está passando: sua raiva, sua amargura, seu cinismo, seu desencanto. Percebeu que a razão não conforta, que a vingança ou o perdão não ressuscita a tranquilidade, que o fundo do poço nunca se equivale ao nosso fundo. Você parece normal, mas todo mundo deixa de ser normal quando se apaixona e se separa. Se sua expectativa é por uma solução, eu guardo apenas uma certeza que trará alívio mais adiante: você não vai desistir. Quando diz que acabou a relação, é que está procurando um outro jeito de recomeçar. Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar apresenta 42 textos que sobre amor, desilusão amorosa, casamento, divórcio, saudade e outros sentimentos que compõem os relacionamentos. • Novo livro de crônicas do autor gaúcho. • Décimo sexto livro do autor publicado pela Bertrand Brasil — oitavo de crônicas.

Falar de amor nos últimos tempo tem se tornado um das coisas mais complicadas de se fazer. Primeiro porque o que entendemos como amor sofreu mudanças drásticas em decorrência da evolução da sociedade. Segundo, porque o amor se tornou algo tão volátil no coração das pessoas que ele perdeu o verdadeiro sentido de existir. E é com grande habilidade que Carpinejar escreve a respeito dos percalços que um relacionamento sofre quando o amor é descoberto ou completamente fulminando da vida de um casal.

É impossível ler os seus escritos e não pensar em uma história sua ou não lembrar do que aconteceu com um amigo. Por que, verdade seja dita, todos já experimentaram os dissabores de uma ilusão e da intensidade de uma paixão que não se sabe nem explicar como surgiu. O que mais me impressionou em suas crônicas foi a simplicidade com a qual conduziu cada relato, principalmente por trazer recortes do cotidiano carregados de mensagens tão fortes que jamais poderia nomeá-las como sendo "subliminares".

Textos como "Efeito Colateral da Romântica" e "Quando Ela Não Perdoa", parecem que foram descrições minhas e dos meus sentimentos, e não uma criação dele. Fiquei tão impactada com determinadas conclusões que cheguei, que por muitas vezes me vi colocando o livro no meu colo, fechando os olhos e repassando as palavras na minha mente. Acho que é uma questão de fase também. Estou naquela época de loucura sentimental onde não se sabe o que se sente, muito menos como se sente. 

Por isso, aqui vai o meu conselho: se você quer se aventurar nas páginas de "Para Onde Vai o Amor?", prepara-se emocionalmente e psicologicamente para ser sabatinado pelo seu cerébro. Ele não lhe dará trégua até que você responda todas as indagações que as crônicas de Carpinejar irão levantar. Pois com uma escrita do tipo "conversa entre amigos", o autor faz com que você queira contar a sua própria história para ele e quem sabe entender para onde vai não só o amor, mas também a lucidez.

[...] A mulher romântica não tolera mentira.
Desde o início da relação, só faz uma exigência: a sinceridade.
Uma vez quebrada a sinceridade, ela não acreditará mais.
O conto de fadas não tem como ser refeito.
O encantamento some, e o poder de juras desaparece.
Pág. 102
- Efeito Colateral de Romântica

P.S. Muitos de vocês devem estar se perguntando o que aconteceu com as pessoas que escrevem para o blog. E antes de encerrar essa resenha, vou abrir um parênteses para esclarecer esse pontos. O que aconteceu foi o seguinte: eu fui engulida pelo volume de disciplinas da faculdade, Marcel pelo seu TCC e a caça pelo estágio, Juliana pela descoberta da gravidez (de gêmeas!) e a correria da faculdade, e o Juão está no final da  graduação e com um projeto super bacana de cursinho preparatório. Ou seja, não sobrou tempo para nada, mas vejam bem, o nosso amor pelo blog não acabou. Por isso sempre que podemos, estamos por aqui. Espero que compreendam e continuem nos acompanhando.

--- Isabelle Vitorino ---

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