22 de dezembro de 2014

Resenha: O Pântano das Borboletas por Frederico Axat

O mais difícil ao escrever a resenha de “O Pântano das Borboletas” foi passar para vocês a essência da história maravilhosa de Frederico Axat sem dar o maior spoiler da história dos spoilers. Mas não se preocupem, pois depois de pensar um pouco, hoje trago para vocês um pouco do romance infantil encantador que me deixou extasiada (juro, sem contar nada que vocês não devam saber...).

Título: O Pântano das Borboletas
Autor: Frederico Axat
Editora: Tordesilhas
Páginas: 416
Ano: 2014
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Sam e Billy têm 12 anos e moram na pequena Carnival Falls. Amigos inseparáveis, eles percorrem o bosque de bicicleta e preparam-se para terminar a construção da sonhada casa na árvore. Compartilham tudo, inclusive a paixão por Miranda, a menina rica que acaba de se mudar para a cidade. Juntos, os três vivem as descobertas e as transformações típicas da idade e desvendam o mistério que assombra a vida de Sam: o paradeiro de sua mãe. Com esses ingredientes e doses generosas de lirismo, Federico Axat escreveu uma história admirável sobre a delicada passagem da infância para a adolescência e desta para a vida adulta.Mas não só. Romance de crescimento e suspense com incursões pelo fantástico, O pântano das borboletas reserva uma desconcertante reviravolta final: um segredo que, revelado, arremessa o leitor em um torvelinho de emoções e confere à trama um sentido totalmente novo.

Sam e Billy são amigos inseparáveis, ambos têm 12 anos e vivem suas aventuras na cidadezinha de Carnival Falls. Os garotos compartilhavam tudo, inclusive a paixão pela garota nova da cidade: Miranda. Mas as coisas não são tão simples, pois quando Sam tinha apenas um ano de idade, o carro onde estava com sua mãe capotou e o corpo dela sumiu sem deixar pistas. Desde então ele tem um sonho recorrente onde revive o acidente. 

O caso que nunca foi resolvido teve grande repercussão por causa da crença de alguns lunáticos que o que havia ocorrido era uma abdução alienígena, já que se assemelhava com outros desaparecimentos sem explicação que tinham acontecido por lá. Sem família, Sam foi acolhido pelos Carroll onde cresceu em companhia de outros órfãos. Mas é na companhia de Billy e Miranda que ele vivencia as transformações da idade e tenta desvendar o mistério do paradeiro da sua mãe que é a peça de encaixe que falta para dar um novo sentido para a sua vida.

Frederico Axat descreve com grande riqueza de detalhes desde os hábitos que os moradores possuem e seus segredos, aos passeios de bicicleta no bosque e a descoberta do primeiro amor. Tudo com um grande toque de lirismo que marca de forma especial a passagem dessas crianças da infância para a adolescência – e desta para a vida adulta. Sendo narrado por Sam, o livro perpassa dois tempos: no verão de 1985, mostrando todos os lados e conseqüências que teve os acontecimentos daquele verão e em 2010, onde Sam e seus amigos já estão na vida adulta, e ele volta para visitar a cidade que viveu a sua infância e adolescência.

Enquanto você lê “O Pântano das Borboletas”, você acredita que tudo não passa de uma história simples e que narra o que as crianças viveram em sua infância. O que me deixou numa expectativa muito grande para desvendá-lo e descobrir mais do enredo, em partes isso acabou me decepcionando, já que a minha ansiedade me deixou frustrada várias vezes, pois eu achava que teria algo mais e não só os relatos de uma criança órfã. O que não quer dizer que o livro seja ruim, porque ele está longe disso, visto que na simplicidade o autor conseguiu fazer algo belo. Só faltava algo mais... E esse a mais veio nas duas últimas páginas do livro, pois o autor conseguiu me deixou sem fôlego ao revelar um segredo totalmente inusitado e que deu um sentido totalmente novo para a trama!

Tenho certeza que ninguém estava esperando por isso, já que o que o autor dá para o leitor é o desvendar do mistério do que ocorreu com a mãe de Sam e, bem no finalzinho, ele nos manda algo realmente original e de extrema importância para a interpretação final da história. A verdade é que com elegância e delicadeza, Frederico dá aos seus leitores o delicioso prazer nostálgico de reviver junto com os personagens todas as mudanças, dúvidas e inseguranças que todos têm ao passar por essa fase tão transformadora que é o chegar da adolescência. Em suma, espero que vocês aproveitem esta leitura tanto quanto eu e que esse segredo os façam ver a trama de um jeito bem mais interessante do que ela pode parecer a princípio.

Enquanto seus lábios se moviam, recitei de cabeça as palavras que sabia de cor: Basta-me sonhar com teu sorriso,
Sentir sua pele em uma pétala,
Imaginar seu rosto na chuva.
A razão não engana o coração.  Pág. 23

--- Juliana Gueiros ---

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