29 de dezembro de 2014

Resenha: As Crônicas de Bane por Cassandra Clare

Que Cassandra Clare tem uma imaginação e tanto, todos os seus leitores já sabem. Mas é sempre bacana poder ver como ela consegue se superar e nos surpreender através de detalhes a mais nos seus livros extras. Em “As Crônicas de Bane” a autora escreve em parceria com duas autoras e nos mostra porque Bane é o nosso bruxo favorito.

Título: As Crônicas de Bane
Autoras: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
Editora: Galera Record
Páginas: 372
Ano: 2014
Onde comprar: Saraiva
Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamadas séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

Ler os escritos de Cassandra Clare são sempre uma aventura sem igual. Sou completamente apaixonada pela série “Os Instrumentos Mortais” e tenho a série “As Peças Infernais” como uma das mais desejadas em minha lista. Por causa disso venho acompanhando as notícias sobre seus próximos lançamentos e mesmo já estando receosa com relação ao que vou encontrar por sempre ficar imaginando de onde ela vai tirar conteúdo para explorar em mais um livro, acabo me rendendo a curiosidade e conferindo os seus livros uma e outra vez.

O primeiro livro “extra” que eu li da autora a respeito dos Shadowhunters foi “O Códex dos Caçadores de Sombras” que me surpreendeu não só pela sua edição impecável, mas também pela grande quantidade de informações que ela trouxe para o livro e que eram interessantes para aqueles que são mais do que leitores da Cassie. Estando com “As Crônicas de Bane” em mãos tive essa mesma sensação, tudo estava esteticamente impecável e pronto para atender a curiosidade daqueles leitores que sempre tiveram um fascínio pelo Bane e o acompanharam durante as duas séries da autora, mas que fora desse grupo talvez não fosse uma leitura tão bacana assim.


Eu, por exemplo, senti certa dificuldade com a leitura por não ter lido a série “As Peças Infernais”. É claro que a aparição de certos personagens me deixou ainda mais curiosa, mas também me deixou com aquela sensação de que além de eu estar pegando um possível spoiler, de quebra eu ainda senti que não estava entendendo tudo o que a autora queria passar através de suas histórias. No entanto, como eu sempre gostei do Bane continuei com a leitura e consegui descobrir algumas coisas bacanas não só sobre o personagem, como também, sobre sua relação com os outros no decorrer dos dez contos que compõe o livro e com o bônus intitulado de “O Correio de Voz de Magnus Bane”. 

Narrado em terceira pessoa e trazendo várias aventuras do Alto Feiticeiro do Brooklyn, a autora e suas colaboradoras exploraram muito de personagens da própria história, como a Maria Antonieta, e fizeram com que o Bane viajasse por vários lugares do mundo. Graças ao seu jeitinho todo sarcástico de ser, ele arranca do leitor boas risadas com as suas tiradas e colocações bem pontuadas pelo cinismo. Ainda mais, quando a edição ilustrada e que traz imagens no melhor estilo de quadrinhos a cada início de conto, nos faz mergulhar nas aventuras de Bane de um jeito que queremos prolongar ao máximo a leitura. Só isso, valeu a pena ter lido o livro.


Mas talvez se eu soubesse antes do conteúdo dele, teria deixado para lê-lo após terminar de ler as duas séries da autora. Tenho certeza que minha leitura teria sido muito mais completa se eu tivesse as demais informações necessárias para entender o que a autora queria passar com cada um dos contos. Sendo assim, indico a leitura de “As Crônicas de Bane” principalmente para aqueles que realmente amam o universo dos caçadores de sombras e já estão bem avançados em suas leituras de “Os Instrumentos Mortais” e “As Peças Infernais”. Porém, caso você não faça parte desse grupo e quiser arriscar, saiba que mesmo não podendo tirar o máximo do livro, ainda assim estará desfrutando de uma leitura divertida.



Ser convidado para um encontro por um Caçador de Sombras estava entre as dez coisas mais estranhas e inesperadas que já aconteceram a Magnus, e ele sempre buscou viver uma vida de imprevistos. Pág. 345

--- Isabelle Vitorino ---

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