28 de fevereiro de 2014

Resenha Especial: Jack e Alice por Jane Austen

Hoje trago para vocês a resenha da última novela publicada na edição do livro Persuasão da editora Zahar. Sendo a mais curta dentre as demais, nela temos contato com o mais fino humor de Jane Austen. Vamos conferir o que achei sobre “Jack e Alice”? 


Título: Jack e Alice
Autor (a): Jane Austen
Editora: Zahar
Páginas: 360 (339 a 354)
Ano: 2012
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Novela de Jane Austen, narra a história de uma pequena sociedade enquanto esta se esconde em festas a fantasias para revelar suas verdadeiras identidades.


Um homem afortunado e abençoado dá um baile de máscaras para comemorar o seu aniversário. Morador de uma pequena comunidade rural, ele convida todos os que conhece para participar de sua grande festa. No tão esperado dia, pouco a pouco os convidados chegam e a expectativa para conhecer a verdadeira identidade de cada um vai crescendo à medida em todos circulam pelo local com suas máscaras bem postas. Contudo, o clímax dura pouco. Logo todos eles descobrem a verdade e a noite segue com muita diversão, música, dança, comida e bebida. Nos dias que seguem, o baile é alvo dos comentários de toda a vizinhança, todos eles tinham o que falar sobre o que viram e ouviram. No entanto, para uma jovem, o evento foi o marco de sua vida, pois foi exatamente nesse local onde ela conheceu o amor de sua vida.

Diferente das demais obras que compõe essa edição, a novela “Jack e Alice” revela uma faceta ainda mais bem humorada da autora do que comumente vemos em seus escritos. Pois é com muito humor negro, irônico e mordaz que ela nos apresenta a personagens cujas falhas de suas personalidades norteiam suas ações durante toda a história e nos conduz por uma trama repleta de egocentrismo e inveja. Marcado por um traço de surrealidade, o enredo nos convida a acompanhar alguns momentos de infortúnios da vida dos seus personagens e nos revela a qualidade textual que é possível encontrar nas histórias produzidas pela autora já em sua juvenilia (ou, obras da juventude).

Tendo como foco a jovem Alice, é com certa diversão que Austen retrata ao longo de nove capítulos o vício em bebidas alcoólicas que sua protagonista tem, bem como, as fortes emoções que ela é capaz de exprimir. No que tange a última característica, vemos que seu jeito apaixonado passeia livremente pelas virtudes e falhas, e nos mostra como uma pessoa assim se torna perigosa quando está sob a influência de fortes sentimentos. Entretanto, assim como em suas demais obras, a autora nos revela os pensamentos de alguns dos personagens que transitam por sua história, e mesmo aqueles que não narram seu ponto de vista de modo mais direto tem grande destaque no enredo.

Charles Adams é um bom exemplo disso, pois sendo foco da atenção de todos, vemos como as impressões que se tem dele vão do amor ao ódio. Além disso, por ele ser extremamente bonito e vaidoso, também acompanhamos as jornadas infortunadas das mulheres que se rendem a paixão que ele desperta e tem como resposta as recusas mais frias e egoístas que alguém poderia dar. E é trabalhando as relações e os destinos que se fundem no decorrer da sua história, que Jane Austen nos mostra todas as nuances que regem as qualidades e os defeitos dos seres humanos, e como a verdade às vezes pode estar bem distante daquilo que imaginamos.

Não espero da minha esposa nada além do que minha esposa irá encontrar em mim... perfeição. Pág 351

--- Isabelle Vitorino ---

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