Resenha: Em Busca do Paraíso por Judith McNaught


Poucos escritores tem o poder de fazer com que um leitor leia um livro com quase 800 páginas e ainda implore por mais. Mas Judith definitivamente faz parte desse seleto grupo. Engraçado que sempre que falo dessa autora, as pessoas acham que eu estou exagerando e que não há de forma alguma, a possibilidade para que uma história com tantas páginas prenda a atenção do leitor, mas pessoal, eu só tenho uma coisa a dizer pra vocês sobre isso: Judith McNaught é espetacular!

Título: Em Busca do Paraíso
Série: Segundas Oportunidades #1
Autor (a): Judith McNaught
Editora: Best Seller
Ano: 2008
Páginas: 783
Em Busca do Paraíso é a história de dois jovens apaixonados, separados pela tirania de um homem arrogante e poderoso que se dá o direito de manipular pessoas e mudar o rumo de suas vidas. Pertencente a uma tradicional família de Chicago, Meredith Bancroft jamais teria reconhecido Matthew Farrell, não fosse uma brincadeira do destino. Tudo parecia perfeito até eles serem separados e forçados a sufocar seus sentimentos. Porém, Meredith e Matthew se reencontram 11 anos depois. Seus olhares se cruzam e só há um caminho para resgatar tantos anos de separação - a sinceridade do verdadeiro amor.

Meredith desde cedo aprendeu uma coisa: para chegar onde queria, teria que aceitar a interferência do pai em sua vida. Como futura herdeira do império Bancroft não havia saída para ela senão vestir as roupas que o seu pai mandava, frequentar os colégios que ele aprovasse e namorar com quem ele quisesse. Todavia anos de tirania não impediu que na primeira oportunidade do destino ela se lançasse nos braços de um homem que não fazia parte do seu círculo social e que provavelmente jamais faria, mas que mesmo contra todas as razões lógicas conseguia despertar nela tudo que até então nenhum outro havia conseguido.

Matthew é um homem inteligente e que pertence a classe operária, bonito e charmoso, ele já estava acostumado a ser desejado por mulheres ricas que se encantavam com sua aparência apesar da sua condição de pobreza. Mas ele não pretendia estar em uma classe inferior a delas para sempre. Não, ele tinha planos de construir seu próprio império para que assim pudesse oferecer a sua família todo o conforto que eles nunca puderam experimentar. Contudo, por uma brincadeira do destino ele conheceu Meredith, uma jovem bela e riquíssima com quem teve uma ligação imediata, mas que não podia ser sua por vários motivos. Incluindo um pai preconceituoso que não descansaria até que pudesse afastá-los um do outro e destruir todo e qualquer sentimento que pudesse existir entre eles.

Judith mais uma vez conseguiu me surpreender. Eu já tinha lido muitas coisas sobre esse livro quando decidi lê-lo e apesar de amar as histórias de época escritas pela autora, tenho de convir que ela também é incrível escrevendo romances contemporâneos. Neste livro em especial, que abre a série intitulada Segundas Oportunidades, os leitores podem ver claramente como às vezes deixamos de ser felizes pelo medo de encarar as situações e de enxergar as coisas óbvias que estão ao alcance de nossos olhos.

Antes de qualquer coisa tenho que dizer que ao contrário das demais mocinhas de Judith, Meredith não me cativou. Apesar de ter podido acompanhar toda a infância dela, eu não consegui me conectar com ela. Achei-a de uma fraqueza sem tamanho e na maioria das vezes realmente questionei se ela não amava mais as empresas da família do que o homem que queria dar o mundo para ela e foi embora com a intenção de poder fazer riqueza para lhe oferecer o melhor que podia. 

Ela se deixava enganar tão facilmente que era quase como uma criança com medo do escuro que prefere fechar os olhos a enfrentar o que quer que seja que a esteja aterrorizando. Sem contar que pelo modo passional com que ela se portou durante boa parte do livro suas razões para atacar Matthew para mim não funcionaram. Sei que quem leu o livro pode pensar: “Mas ela não sabia que ele era um bom homem”. Pensamento este que eu discordo por vários motivos. Um deles é: Como ela pode confiar naquele projeto de pai que desde a sua infância estava disposto a submetê-la a suas vontades e não em Matt depois de tudo que viveram juntos? 

É, pessoal, eu realmente não encontrei respostas para isso e achei mais do que merecido todo o trabalhão que Matt deu para sequer olhar nos olhos dela sem nenhum ódio. Apesar de que ainda não perdoei Judith por não fazê-la ter mais trabalho para reconquistá-lo. Ele era tão apaixonado por ela que apesar dela ter errado, era ele quem corria atrás dela e passava a maior parte do tempo pensando em uma forma de tê-la por perto novamente. Sim, caras leitoras, é provável que vocês se apaixonem por Matthew Farrel. E odeiem ainda mais parte do final do livro por fazer o pai-carrasco de Meredith ter um final feliz depois de tudo que ele fez. Sinceramente? Queria mais era que o navio dele tivesse naufragado (desculpem, mas eu não consigo gostar desse homem!). 

E é com esse desabafo que eu encerro a resenha e-n-o-r-m-e que eu fiz. Sei que muitos de vocês não irão ler tudo, mas foi bom escrevê-la mesmo assim. Judith é uma autora espetacular e eu adoraria que todos que gostam de um bom romance tivessem oportunidade de ler algum livro dela. Apesar de Em Busca do Paraíso não ser a minha história predileta por ter algumas pontas soltas e questionamentos que não foram respondidos, ele é um ótimo livro para se ler. Em suma, recomendo fortemente (acho uma graça ler isso – risos –).


– Estou pensando em fazer uma viagem – ela anunciou. – Vou ter muito tempo livre.

– Pediu um afastamento da empresa?

– Não. Renunciei.

– Entendo – ele murmurou, em tom suave. – Pretende viajar para onde, Meredith?

– Se você ainda quiser me levar... eu gostaria de ir ao paraíso.
Matt não se moveu, nem falou. Por um momento horrível, Meredith pensou que se enganara, que realmente estava tudo perdido. Então, ele estendeu a mão.
Com lágrimas de alegria nos olhos, ela deu-lhe a sua. Matt entrelaçou os longos dedos fortes nos seus e puxou-a gentilmente, tomando-a nos braços e apertando-a contra o peito.
– Amo você, Meredith – murmurou, apossando-se de sua boca num beijo desesperado. Pág. 766


Playlist:


P.S. Quem quiser conferir a resenha do livro Alguém Para Amar também da Judith McNaught clique aqui.

--- Isabelle Vitorino ---



5 comments

Amanda.. 20 de dezembro de 2012 11:04

Adorei.. assim como você, sou apaixonada pela autora.. isso só tendo lido um de seus livros..
Gostei bastante da resenha.. e é bem provável que eu me apaixone por Matt. srsrsr

Thaynara ribeiro 20 de dezembro de 2012 13:58

Não conhecia a autora mas amei demais o livro. Parece ser bem no estilo Nicholas Sparks q eu amo.

Paula Camargo 23 de dezembro de 2012 16:21

Não conhecia a autora,nem o livro,mas confesso que adoro livros com muitas páginas,e principalmente quando o autor consegue prender nossa atenção,fiquei curiosa,para ler um livro que você tanto gostou!

Luciana Cardoso 31 de dezembro de 2012 00:45

Eu já estava namorando esse livro a algum tempo no site do Submarino, mas estava um tanto indecisa mais ao acabar de ler sua resenha eu sai de cima do muro e o comprei rsrs...
Adorei a história, amo romances, é um livro um tanto grande rsrs... mas acho que valerá a pena lê-lo.
Parabéns pela belíssima resenha, me conquistou.

Lais Ribeiro 31 de dezembro de 2012 16:15

Até já tinha ouvido falar de Judith McNaught, mas nunca me interessei por conhecer, mas depois dessa resenha se tiver a chance certamente lerei algum livro dela. Senti que sua resenha tem um "tantinho" de spoiler"...

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