Resenha: A Maldição do Tigre por Colleen Houck

Sempre li comentários empolgados a respeito da Saga do Tigre, no entanto, nunca tive o entusiasmo suficiente para começar a ler a série. E foi meio que em um rompante que decidi que queria conhecer o trabalho da autora, e olha, posso dizer que fiquei muito dividida com o que senti.

Título: A Maldição do Tigre
Série: A Saga dos Tigres #1
Autor (a): Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 2013
Ano: 288 (Edição Econômica)
Onde comprar: Saraiva | Submarino
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.


Kelsey é uma garota órfã que está tentando se adaptar a vida novamente. Seu sonho era conseguir não só liberdade, como também, autonomia. É por isso que ela não hesita em aceitar o trabalho no circo e se empenha ao máximo para conseguir ser boa o suficiente para tratar do belo tigre que é utilizado nas apresentações do lugar. Ela não sabe porque se sente tão atraída pela presença imponente do animal, ela só sabe que gostaria de passar todo o tempo ao lado dele, observando-o e desenhado-o. O que ela não sabe é que o seu tigre na verdade é um príncipe indiano que está aprisionado naquela forma graças a uma antiga maldição lançado sobre ele. No entanto, quando esse segredo lhe é revelado, ela já está a quilômetros de casa em um lugar totalmente diferente de tudo o que ela conhece, em uma jornada que oferece riscos não só a sua vida, como também, ao seu coração.

"A Maldição do Tigre" foi o livro de estreia da autora Colleen Houck e isso esclareceu algumas coisas que pude perceber durante a leitura. A primeira delas, foi a necessidade de descrever passo a passo atividades rotineiras da protagonista e que já ficariam entendidas através de uma pequena frase, não vi necessidade para que tudo estivesse posto ali. No entanto, com o decorrer da narrativa deixei de me incomodar com esses pontos e passei a me atentar a outras características do livro. Essa observação foi essencial para que a riqueza da fantasia na história me deixassem encantadas. Eu que pouco conheço da cultura indiana me vi diante não só de aspectos culturais extremamente fortes, como também, paisagens diferentes e construções arquitetônicas riquíssimas. Tudo isso colaborou para que meu ânimo fosse apaziguado.

Todavia, isso foi até a jornada que a Kelsey empreendeu com o Ren começar. Porque sim, eu adorei todos os aspectos que pude observar com relação a caracterização da mitologia do livro, mas não consegui me apaixonar pelos personagens porque eles não conseguiram me convencer individualmente. Kelsey é uma garota descrita como tranquila e que está em busca de alcançar os seus sonhos, extremamente sensibilizada com a situação do Ren, ela está disposta a mudar os seus planos para ajudá-lo. Entretanto, certas coisas são simplesmente impossíveis de aceitar. Em primeiro lugar, como assim os tutores dela permitiram que ela viajasse com um empregador desconhecido para Índia e não ligaram sequer para saber se ela está viva ou morta durante o tempo em que ela estava se arriscando? E as responsabilidades legais, para onde foram? Sim, eu sei que isso se trata de uma ficção, mas mesmo nessa situação há de se preservar a verossimilhança.

Como se isso não bastasse, ela tem constantes ataques de insegurança que a tornam insuportáveis, principalmente no final do livro. Ela discute com o Ren por tudo, o que acaba colocando os dois em risco. O tigre/príncipe por sua vez, não foi um personagem que me encantou tão pouco me desgostou, ele é coerente e cumpre bem o seu papel, mas faltou aquele quê a mais para me deixar rendida por ele. Pode ser que nos próximos livros da série, sua personalidade seja trabalhada de melhor forma, mais por enquanto, não conseguiu me fazer suspirar. Todos esses pontos negativos me deixaram um tanto quanto receosa para continuar a acompanhar "A Saga dos Tigres", já que fiquei muito dividida com relação ao livro, pois se por um lado amei a parte cultural, odiei o romance e a maneira como a autora o desenvolveu. Realmente não sei se estou no clima para esse tipo de histórias, por isso vou dar um tempo antes de tensionar voltar a esse universo.

Acho que me apaixonar por ele seria como mergulhar em um precipício. Seria ou a melhor coisa que me aconteceria ou o erro mais idiota que eu cometeria. Faria com que minha vida valesse a pena ou com que eu me chocasse contra as pedras e me arrebentasse completamente. Talvez a coisa mais sábia a fazer fosse desacelerar as coisas. Ser amigos parecia tão mais simples.

--- Isabelle Vitorino ---

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