Resenha: A Arte da Imperfeição por Brené Brown

Eu vou começar essa resenha com uma revelação: eu não leio autoajuda. Mas... (sim, tem um "mas" nessa história) eu fiquei tentada a ler A Arte da Imperfeição desde quando o recebi e só posso dizer uma coisa: Eu li e gostei!

Título: A Arte da Imperfeição
Autor (a): Brené Brown
Editora: Novo Conceito
Páginas: 184
Ano: 2012
Em A Arte da Imperfeição, Brené Brown, uma especialista em vergonha, autenticidade e pertencimento, divulga dez orientadores sobre o poder de se viver com todo o coração: uma forma de abordar o mundo com uma postura de valor pessoal.

Brené é uma famosa pesquisadora a cerca dos fenômenos da personalidade humana como vergonha, autenticidade e pertencimento, viajando por seu país para dar palestras e realizando pesquisas através do seu blog, ela (como qualquer outra pessoa) adquiriu experiências através desses eventos e nos conta em A Arte da Imperfeição como vencer nossos medos através da coragem e do amor próprio de modo a não só superar as experiências que nós preferiríamos esquecer, como também, ajudar as demais pessoas no processo de superação de experiências dolorosas.

Há algum tempo eu li um livro de autoajuda que me fez ter repulsa por esse tipo de livros, fiquei me sentindo tão estranha com aquele formato que sugeria coisas como: 10 meios de encontrar a felicidade, 10 formas de encontrar um namorado etc., que eu simplesmente tinha o pensamento concreto de que livros do gênero eram 90% publicidade e 10% mais do mesmo. Todavia, quando comecei a ler A Arte da Imperfeição descobri que longe desse tipo de estrutura, a narrativa de Brené faz com que seu livro pareça uma conversa entre amigas, pois além de conselhos valiosos sobre como se impor diante da vida, ela nos relata experiências pessoais como forma de nos mostrar que nossas experiências apesar de únicas em sua essência, podem ser semelhantes na forma como nos sentimos, pois... Quem nunca ficou com vergonha ao ter que falar em público? Quem nunca passou por situações de extrema exposição? Quem nunca se sentiu feia(o) e mesmo assim teve que sair de casa e encarar o mundo?

E é com sugestões para a resolução desses impasses que Brené impõe seu tom, contudo, apesar da agilidade da leitura e do modo fácil que ela escreveu, o livro não me agradou por inteiro por ser um tanto cansativo e por sua abordagem nos dar a impressão de que apesar do vocabulário ser diferenciado nós estamos lendo a mesma coisa do início ao fim. Embora que dentre os demais do gênero é notório que este se sobressaí por apresentar ao leitor um diferencial que com certeza facilitará no processo de convencimento, principalmente de pessoas que relutam em aceitar o gênero assim como eu.


A Arte da Imperfeição traz para o leitor a sensação de que Brené em nenhum momento tenta nos ensinar fórmulas de como ser feliz, ser corajoso ou ser autêntico, pelo contrário, a própria autora não acredita que tais “modelos” possam trazer para a vida de alguém aquilo que os autores de autoajuda geralmente se propõem a disseminar, visto que a sua principal característica é nos guiar para o pensamento de que o autoconhecimento é a chave principal para quem quer viver uma vida plena e harmoniosa.

[...] Não sei se é possível amar alguém e trair ou ser cruel com essa pessoa, mas sei quando se trai ou faz algo mal para ela, não se está praticando amor. Quanto à mim, não quero alguém que só diz que me ama; quero alguém que pratique amor por mim todos os dias. Pág. 51 e 52



Playlist:

--- Isabelle Vitorino ---

24 comments

Paula Camargo 28 de setembro de 2012 22:38

Também tinha um certo pré-conceito sob ler livros de auto ajuda,mas depois que li O segredo,percebi que além de poder ler,poderia por em práticas coisas boas que o livro me sugeria,a partir daí sempre que posso leio livros de auto ajuda,apesar d ainda nao ter lido esse que me parece um bom livro.

Fernanda Mendonça 28 de setembro de 2012 23:20

Eu ainda não li esse livro e sinceramente nao sei qual a minha vontade de le-lo.

Parece bom, mas nao parece tão legal, entende?

=*

Jadi Soares 29 de setembro de 2012 00:30

Ao contrário de muitas pessoas, já li alguns livros de auto-ajuda e gosto mt deles pois sempre me surpreendem de alguma forma. Tenho a certeza de que isso pode voltar a acontecer ao ler esse livro.
É difícil imaginar o que de fato vou encontrar, mas parecer ser algo interessante.
Parabéns pela resenha.
bjim

Amanda.. 29 de setembro de 2012 00:30

Me pareceu um bom livro, não aquela coisa, nossa que maravilha.. mas sim eu o leria.

Alessandra 29 de setembro de 2012 17:58

Não sei o que esperar deste livro.
Já vi resenhas super positivas, e outras super negativas.

Fabi 29 de setembro de 2012 18:22

Confesso que sou fã de livros de autoajuda e A Arte da Imperfeição me deixou curiosa.
Bj

Jessica Lisboa 29 de setembro de 2012 20:41

Esse foi o livro que de forma alguma me despertou interese, não sei porque carga d'agua, apesar de eu gostar do tema. ACho que estou em resaca literaria.

Janaina Barreto 29 de setembro de 2012 21:27

oi, Isabelle!
Eu continua achando que "livros do gênero eram 90% publicidade e 10% mais do mesmo". >< Não gosto de auto-ajuda, não... Geralmente tem umas coisas muito doidas e, conselho por conselho, eu prefiro continuar fazendo terapia! haha Acho que a dificuldade maior é colocar o que é mostrado em prática, sabe? Não sou boa nisso. :S

PS: "apesar dos pesares", gostei da quote e concordo com o que é dito.

Beijos! ;**
@jana_keanuloka

Constantino Tarouco 29 de setembro de 2012 22:02

Gostei muito desse livro, mas eu não sabia da existencia dele antes desse post. E a sua resenha estava fabulosa e fiquei com vontade de ler esse livro.

Leticia Tavares 29 de setembro de 2012 22:06

A sua resenha estava muito boa, mas infelizmente não gostei muito desse livro, pois, se trata de um tipo de literatura que me agrade muito.

Leticia Tavares 29 de setembro de 2012 22:06

A sua resenha estava muito boa, mas infelizmente não gostei muito desse livro, pois, se trata de um tipo de literatura que me agrade muito.

Samira Chasez 29 de setembro de 2012 22:08

Eu também não sou muito ligada em livros de auto-ajuda.. Esses tempos ganhei um no skoob e sei com certeza que nunca vou ler ele, pois, não é a minha cara. Sou mais chegada em um bom romance.

Rosana Apolonio 29 de setembro de 2012 23:32

Livros desse gênero não fazem muito meu estilo, mas ganhei de aniversário da minha madrinha um livro muito bom chamado Para Ser Feliz do Professor Felipe Aquino, ele é baseado em parábolas e em mensagens cristãs, porém apesar dos aconselhamentos não o classifico como autoajuda, mas como um bom livro para se ter na mesa de cabeceira.
;)

Jessica Lisboa 30 de setembro de 2012 02:58

Infelismente esse é o tipo de livro que eu nao conseguiria finalizar a leitura, ele nao me chamou tanta atenção assim

Diziano Machado da Conceição 30 de setembro de 2012 20:31

Hahaha, eu também não constumo ler auto-ajuda mas este parece ser bem interessante e a trilha sonora (U2 – Sometimes You Can't Make it On Your Own) é muito bom. VOu procurar este livro..

Khrys Anjos 3 de outubro de 2012 15:11

Essa frase resume meu conceito de Amor: [...] Não sei se é possível amar alguém e trair ou ser cruel com essa pessoa, mas sei quando se trai ou faz algo mal para ela, não se está praticando amor. Quanto à mim, não quero alguém que só diz que me ama; quero alguém que pratique amor por mim todos os dias. Pág. 51 e 52

Preciso ler esse livro. Adorei a sua resenha. Gosto de livros que tragam um pouco mais de luz para minha evolução.

Um leve bater de asas para todos!!!!!!

Segredos em Livros 13 de outubro de 2012 12:00

Aaa que resenha maravilhosa. Sempre tive muita vontade de ler esse livro e a sua resenha me deixou mais empolgada ainda. Eu realmente gosto de ler livros de auto ajuda, acho que de qualquer maneira fazem bem ao nosso astral, independente do momento em que estamos passando. Bjs, Fê!
http://segredosemlivros.blogspot.com.br/

Tathiane Neves 17 de outubro de 2012 16:14

Muito interessante! Quero muito ler!

Dryh Meira 19 de outubro de 2012 17:16

Já li esse livro e amei
Concordo com a autora em vários pontos, principalmente que devemos ser nós mesmos, e não o que as pessoas querem que sejamos..Amei esse livro...

del 20 de outubro de 2012 14:48

Preciso ler esse livro! Parece ser muito bom :)

Renata Sara 27 de outubro de 2012 09:21

Gostei da resenha, principalmente da sinceridade que você pôs nela, eu não gosto muito de livros de auto ajuda, mas gostaria de ler esse, já que você disse que ela faz relatos de experiencias pessoais e eu gosto disso.

Bjus e parabens pelo blog, ta lindo * *

Renata Sara

amordelivros.blogspot.com.br

Sabrina Piano 28 de outubro de 2012 17:19

Esses livros de auto-ajuda, sempre me deixam meio com um pé atrás, mas não sei, esse livro parece ser muito legal. E gostei muito da sua resenha.

diegordss 28 de outubro de 2012 21:12

Logo de cara, este título do livro já me chamou a atenção. Adoro frases e versos que entram em contradição para chamar a atenção para algo. Gostei muito da resenha, bom saber que o livro não trata de uma história específica e sim de dicas relacionadas a vida como um todo. Espero ainda poder ler esta obra de arte, abraço!

Erica Lima 29 de outubro de 2012 13:27

Para mim esse livro é diferente, inovador.
O autor não querer comparar e colocar modelo nas pessoas é muito interessante.
Li o primeiro capítulo e estou ansiosa para ler o resto!
Parabéns pela ótima resenha!

Postar um comentário

Obrigada pela visita, dê sua opinião, participe e volte sempre.

- Caso tenha uma pergunta deixe seu e-mail abaixo que respondo assim que o comentário for lido.

- Caso sua mensagem não tenha relação com o post, envie para o e-mail.