Virou Filme: Comer Rezar Amar


Hoje é dia de falar de filme, e de filme muito bom por sinal! Baseado em um super best-seller (que eu ainda não li), Comer Rezar Amar é aquele tipo de filme que se encaixa na categoria ame ou odeie, com relação a ele não existe um meio termo, pois a sua história é embasada tão somente na forma como se vê o mundo e como o mundo te vê, e é certo que com esse tipo de premissa é difícil agradar a maioria, mas sinceramente, em minha opinião esse não é, de fato, um filme para qualquer um...

Titulo: Comer Rezar Amar
Titulo original: Eat Pray Love
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Ryan Murphy
Atores: Julia Roberts, James Franco, Richard Jenkins, Viola Davis, Billy Crudu, Javier Bardem.
Duração: 133 min.
Gênero: Drama
 Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por autoconhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali.

Liz era o tipo de mulher que possuía tudo o que a vida tinha de bom para oferecer, um trabalho, uma casa, um marido e amigos, pelo menos era isso que ela achava até que em uma certa noite ela passa a se questionar sobre o rumo que estava dando a sua vida e se o destino daquela caminhada era mesmo o que ela queria alcançar. Após uma autoanalise, o que a princípio parecia ser uma crise de meia idade revelou-se algo muito mais profundo quando ela decidiu que queria de fato optar pela separação e pela construção de uma nova vida.

Contudo, as coisas não foram como planejado e logo na primeira oportunidade ela caiu nos braços de outro homem, dessa vez de um rapaz mais jovem e que tinha de todos os modos a alma de um artista (o que acabou influenciando-a a prática de uma nova religião). Questionada pelos amigos sobre não ter uma personalidade própria e parecer tão somente com os seus parceiros, Liz sente-se abalada e todo o seu mundo acaba por desmoronar mais uma vez. Em um rompante de coragem no meio dessa tormenta, ela decide abandonar toda sua vida confortável e partir rumo a uma jornada que ela esperava que trouxesse paz e equilíbrio para sua vida sem emoção.

Engraçado que hoje, dois anos depois do lançamento do filme, eu fico me perguntando por que eu não fui assisti-lo nos cinemas, e é claro, não encontro uma resposta plausível para isso, talvez, o que é bem provável, é que eu não tenha ido porque achei que o filme seria chato e tedioso, mas hoje, após ter tido uma grata surpresa com ele senti que tenho que fazer justiça a esse filme que me emocionou bastante. Apesar da disparidade entre a minha idade e a da Liz, eu senti uma profunda conexão com ela, principalmente na sua fase “Não saio deste relacionamento porque ele é cômodo e seguro para mim”, a verdade é que apesar de toda a independência financeira e social de uma pessoa, no fundo ela está sempre presa as mesmas questões relacionadas ao medo da solidão e a carência, no meu ponto de vista, trabalhar isso demanda muita coragem, mas também traz um bem enorme na vida daquele que se propõe a iniciar essa jornada, e é exatamente isso que Liz vai atrás quando decide por fim a ociosidade e sair pelo mundo em busca de tudo aquilo que até então tinha privado em sua vida.

Como de costume, ainda não li o livro, mas vendo o filme deu pra notar que as passagens e transições são muito bem escolhidas e elaboradas, confesso, que a passagem dela pela Itália foi a que eu mais me identifiquei, talvez por eu ser apaixonada pela Europa, talvez por a paisagem ser incrível, talvez por ela ter tido uma mudança notável, talvez por as cenas trazerem isso tudo... emoção e diversão em doses suficientes para te prender a atenção. Embora, o mesmo não possa ser dito da Índia, já que essa foi a única parte do filme que me fez ter vontade de dormir, pois além da Liz está muito irritante aqui, ela só fica em um templo, tentando limpar sua mente e meditar. Creio piamente que essa é a parte onde muita gente não sentiu empatia pelo processo de mudança dela, já que são raras as pessoas que gostam de praticar esse tipo de exercício. Mas como um todo, posso dizer que o filme é muito bom, vale a pena sentar, assistir, se encantar e quem sabe, trazer um pouquinho mais de coragem, paz e equilíbrio para sua vida também. 


Em suma posso dizer que com uma história cativante, um cenário lindo e uma trilha sonora deliciosa Comer Rezar Amar é um filme que deve ser assistido com tempo e paciência, seus detalhes ricos vão, no mínimo, lhe despertar o desejo de uma mudança radical em tudo que está de errado em sua vida... e de passar uma longa temporada na Itália.

Playlist:

--- Isabelle Vitorino ---

8 comments

Samira Chasez 31 de julho de 2012 18:38

Tenho que confessar que espera muito ver esse filme, pois, amo a Julia Roberts, mas quando finalmente vi não aguentei nem chegar a metade do filme... Ela só sabia comer e rezar e não via nada do amar... Eu não li o livro, quase cheguei a comprar ele, mas como detestei o filme não sei se algum dia eu leia ele... é uma pena, pois, estava doida para ler o livro pq tinha achado a sinopsia linda.

Jenice Franca 31 de julho de 2012 22:27

Eu gosto do filme,mas sou purista e para mim as obras literárias são superiores. A história é cativante e a parte da Itália foi a que mais gostei também...mentira, a parte que mais gosto é que ela se envolve com o pseudo - brasileiro Javier Bardem, meu ator favorito.kkkñ Gosto da coragem que a personagem teve para se jogar e viver a vida com leveza! A trihla é ótimaos atores também mas o roteiro é regular...mas era de se esperar primeira aventura do Ryan Murph ( Glee / American Horror Show ) no cinema. Este roteiro deveria ter sido adaptado por alguém com mais experiência,sei lá.

Abraços

Jadi Soares 31 de julho de 2012 23:40

Assisti o filme e na verdade nao gostei mt.
Talvez pq eu ouvi mts comentarios do livro e do filme e esperava demais de ambos e acabou em decepcionando. Nao gostei da estoria, nem dos relacionamentos que ela teve, nem como se desenrolou. Achei meio vago.
Aind anao li o livro, mas depois do filme perdi a vontade de le-lo tbm.
bjim

Amanda.. 1 de agosto de 2012 12:03

Comecei a ver o filme, mas não gostei muito não, pra dizer a verdade não cheguei nem a ver até o final, depois disso nem li o livro, li o segundo livro, comprometida, mas demorei bastante pra terminar, não gostei também.

Não faz muito meu estilo.

Leticia Tavares 4 de agosto de 2012 14:19

Eu vi esse filme e amei.. Mas, ainda não li o livro não por não quer, mas porque ainda não comprei esse livro, pois, não sou chegada ao e-book

Carolina Lopes 7 de agosto de 2012 12:48

Eu adorei o livro, especialmente quando ela vai para a Índia. Essa foi a parte que mais gostei no livro.
Já o filme não apreciei tanto assim. Mas sempre o livro é melhor que o filme, fazer o quê?
Beijos, Carol.

Fellipe 30 de agosto de 2012 10:54

Esse filme parece ser mesmo rico em detalhes que acho que me agradaria, e a trama parece ser interessante, vou pensar em assistir o filme!

Anônimo 10 de janeiro de 2013 00:17

Achei o filme um tédio. N indico a ninguém !

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