Bate Papo: Laura Elias


Dando continuidade aos posts especiais do Autor do Mês, hoje venho trazer para vocês uma entrevista incrível que eu fiz com a autora Laura Elias há algum tempo. Espero que vocês leiam com carinho essa postagem mais do que especial!


Sobre você...


1. Laura estou muito impressionada com o seu currículo! No seu site li que desde a adolescência você estava ligada ao mundo literário e que aos 14 anos já tinha escrito um livro. Diante de tanta criatividade, como você acabou fazendo Economia?
Boa pergunta... Por incrível que pareça, eu gosto muito de economia e de política! E jamais imaginei que fosse escrever profissionalmente. Pra mim, escrever sempre foi uma coisa que eu sabia fazer e nada mais.  Nunca olhei para isso como profissão. As coisas simplesmente aconteceram e eu fui indo (risos).

2. Ao longo dos anos em que você atuou nessa área você abandonou os seus escritos totalmente, ou antes de 2002 (ano que você recomeçou a trabalhar na área literária novamente) você já tinha escrito algum dos seus romances que foram publicados posteriormente?
Nunca deixei de escrever.  Poesias, frases, crônicas, artigos, sempre rabiscava alguma coisa, ainda que só para mim mesma.  Escrever sempre foi minha válvula de escape, meu momento mais íntimo de desabafo. Todas as coisas que não confessaria nem a mim mesma, confessei ao papel.

3. Uma coisa bastante curiosa que li a seu respeito, é que você publicou vários livros sob pseudônimos, você poderia nos dizer por que você fazia isso?
Usar pseudônimos foi uma opção conjunta com a editora.  Por um lado, a Mythos queria livros passados fora do Brasil e isso pedia um nome estrangeiro. Por outro lado, eu me sentia mais confortável assim. Meu nome verdadeiro numa capa de livro era uma exposição para a qual não me sentia pronta.

4. Seus livros sempre foram mais voltados para o público adulto, como foi escrever Tristin Mckey e o Mistério do Dragão Dourado, que é um livro infantil?
Foi uma delícia. Eu ADOREI fazer este livro por tantas razões diferentes! A personagem principal (Tristin) é um retrato de minha filha mais velha aos 12 anos e as brigas dela com o irmão, que estão no livro, são bem parecidas com as que ocorriam lá em casa (risos).  Também teve o meu lado criança que se divertiu muito escrevendo a Tristin e viajando nas aventuras malucas em que ela se envolve.

5. O universo sobrenatural que você criou em Red Kings, foi uma aventura nova referente ao seu modo de criação, ou isso sempre esteve presente?
O sobrenatural está em praticamente todos os livros que fiz, a novidade foram os vampiros, tema sobre o qual nunca havia escrito. De uma maneira geral tenho um pé no fantástico que me encanta e fascina. Gosto de coisas esquisitas. Vai ver por isso gosto de economia (risos).

Sobre a obra...


6. Com mais de trinta livros publicados é bastante difícil escolher dentre eles um para falar, mas como a Saga Red Kings é uma de suas mais recentes publicações, nos fale um pouco mais de onde veio a inspiração para escrever essa história, digamos que, noturna e vampiresca.
A editora me procurou com uma proposta para um livro adolescente sobre vampiros.  Pessoalmente, não gosto de vampiros. Não consigo achar a mínima graça numa criatura que suga outra para viver, mas como estava sem publicar a algum tempo, topei. Topei e empaquei, porque não conseguia começar a história ou ter uma ideia bacana. Como queria passar longe das superstições medievais que envolvem o tema, fiquei meio que cozinhando a editora em banho-maria até que uma noite, vendo TV a ideia surgiu. Foi engraçado porque parecia que tinha acendido um holofote dentro da minha cabeça, o livro veio inteiro, começo-meio-fim, detalhes, tudo.

7. A ideia de uma banda de trash rock como âncora para o mundo dos vampiros, foi algo que você utilizou para passar a imagem de vampiros sombrios, misteriosos e charmosos, ou foi para os tornarem mais sedutores e de certa forma, mais acessível aos demais personagens da história?
Eu amo rock e vi no tema uma oportunidade de mesclar música e leitura de uma forma moderna, sem ser sacal. Achei que seria legal a pessoa ler e ouvir as músicas pra entrar no clima daquela cena, daquele momento dos personagens. Também foi uma forma de, humildemente, homenagear vários artistas que adoro e que fazem parte da minha trilha sonora pessoal.

8. Podemos dizer que ao contrário de muitos livros que estão no mercado onde os vampiros não sobrevivem com o sangue humano, os habitantes do mundo Red Kings são sanguinolentos?
Até certo ponto sim. Como já disse em outra entrevista, não escrevo escatologia, então meus livros não têm tripas e estas coisas todas (risos). Mas há sangue, há mortes, traições, conspirações, maldições, romance, muita aventura e muito perigo.

9. Em Crepúsculo Vermelho conhecemos o misterioso Simon Blackwell, a bela Megan Grey e o charmoso Bill Stone que se envolvem em um intenso triângulo amoroso, onde passado, presente e futuro se fundem em uma trama arrebatadora, no segundo volume da saga podemos enfim, ter certeza quem é o melhor namorado para Megan?
No segundo livro, o triângulo amoroso se transforma em quadrado, com o surgimento de uma figura do passado de Bill. Megan está cegamente apaixonada por Bill, mas algumas verdades e segredos vão surgir e talvez as coisas mudem...

10. O que podemos esperar do terceiro volume da saga que está sendo provisoriamente chamado de Luz na Noite?
O último volume traz uma revelação sobre quem é Megan e o porquê de tanta confusão por causa dela. Também traz vampiros assassinos, muitas mortes e muita aventura. Perigos insuspeitos até então, mocinhos que viram vilões, o amor como a maldição derradeira para ao rovdyrs. Tcham, tcham, tcham, tcham!!!!!

Sobre a publicação...


11. Ao começar a escrever você já pensava em publicar suas histórias ou era algo que você fazia por lazer e paixão?
Fazia por gostar, por ter facilidade, para desabafar as pressões da vida. Eu tenho jeito com as palavras, sei lá por que. Nasci com isso, acho eu.

12. Já faz algum tempo que você publica coma a editora Mythos, mas antes de encontrá-la você batalhou muito para conseguir ser aceita pelo mercado editorial?
Nunca nem pensei em publicar nada, portanto nunca me interessei por isso. Eu fazia um bico como tradutora voluntária na Revista UFO e fui chamada para escrever alguns artigos. Depois de um tempo, fui indicada à Mythos pelo editor da UFO. Na época a editora queria lançar uma linha de romances femininos e estava com dificuldades para encontrar um escritor que se ajustasse àquilo que tinham em mente. Eu fiz um livro de teste, fui aprovada e ai a coisa começou.  É um caminho diferente da maioria dos autores, eu sei bem disso, mas acredito que a vida me levou porque se dependesse de mim jamais pensaria nisso.

13. Desculpe-me se for indelicadeza da minha parte, mas li muitas críticas com relação a forma como a editora tratou seus livros, em sua maioria, as críticas eram sobre a falta de cuidado em fazer uma edição com o texto revisado e uma capa mais profissional, e que melhor apresentasse o seu trabalho. Você também percebeu e ficou chateada com isso?
A revisão dos livros foi um terror. Principalmente do primeiro, ficou muito ruim. No segundo já melhorou bem. As capas dividiram opiniões, muita gente adorou, muita gente detestou. O livro foi impresso para vender em bancas, só que acabou em varias livrarias, apesar da qualidade da impressão. Apesar de tudo isso contra, vendeu super bem e agradou muito, então significa que a história é boa o suficiente para ir além da aparência do livro, o que me deixa muito feliz.

14. Por fim, gostaria de agradecer imensamente a paciência que você teve de responder tantas perguntas! E pedir para que você deixe um recado para seus fãs.
Eu agradeço a oportunidade, o carinho e os bons papos que tivemos. Adorei conhecer você e responder às suas perguntas. Para os fãs eu grito OBRIGADA! O mais alto que consigo e peço que tenham um pouco mais de paciência, por que o terceiro volume do Red vem aí.  Agradeço também a paciência de lerem a entrevista e deixo pra todo mundo um super beijo carinhoso e meu pedido para que leiam autores brasileiros e deem uma chance ao talento nacional.

--- Isabelle Vitorino ---

15 comments

Samira Chasez 29 de julho de 2012 14:19

Oi..

Gostei da entrevista que tu fez com a autora, se nota nas perguntas que você admira muito ela.. Pessoalmente falando eu nunca tinha ouvido falar dessa autora e muito menos dos seus livros.. Mas, gostei que ela tenha pegado uma experiencia dela no dia a dia, as brigas da filha com o irmão, para colocar no livro... Quando o meu irmão era mais novo e eu também brigávamos muito.. Então, acho que muitas pessoas vão se espelhar nos personagens lendo o livro dela... =/ Vou procurar ler....

Jadi Soares 29 de julho de 2012 23:32

Nossa, que entrevista legal!
Ela parecer ser super gente boa. Nunca iria imaginar que ela tinha feito Economia. E ter publicado um livro tao cedo assim, é tipo "wow".
Nunca li nenhum livro dela, e nao sou mt fã dessa serie dela, pelo que já li em algumas resenhas o livro realmente nao me agradaria. Mas ela deve ser uma otima escritora.
bjim

Neny 30 de julho de 2012 10:02

Adoro ler entrevistas de autores, não sabia que o livro tinha sido feito para ir para as bancas, e a revisão ruim é realmente orrivel comprar um livro e não ter um trabalho bem feito falo por mim, fico com muita raiva..
beijos.

ariane 30 de julho de 2012 11:56

como eu sempre digo: conhcer o autor é a melhor forma de conhecer sua obra, e achei ela muito fofa e legal, to muito afim de ler seus livros e ja t aprocura deles.
adorei a entrevista. parabens!!!

Jenice Franca 30 de julho de 2012 17:28

Oi,Isabelle!

Muito legal este bate papo com a Laura.Primeiro, as questões apresentadas foram muito bem elaboradas.Muito legal ela dizer que na escrita ela confessa coisas que na fala para si próprio.Este é o ofício do escritor,mas é tão engraçado porque ela acaba dividindo com todos os seus leitores o que não confessa para si mesma.
Concordo com ela, se a história é boa, a aparência fica em segundo plano! No entanto, cabe a editora perceber as mudanças a serem realizadas ...

Parabéns pela entrevista, pois assim podemos conhecê-la um pouco mais.Ah, a Laura me pareceu muito simpática!

Abraços

Aline T.K.M. 31 de julho de 2012 21:24

Adorei a entrevista, achei bem curiosa a questão do uso dos pseudônimos. Também gostei de saber que a autora já escreveu um livro infantil, imagino que seja uma experiência única e divertida para o autor tanto quanto para os leitores.

bjs
escrevendoloucamente.blogspot.com

Marília Maciel 2 de agosto de 2012 17:07

Legal a entrevista! Acho ótimo os blogs terem essa oportunidade de conhecer melhor os autores e passar pra gente curiosidades sobre a vida e obra deles.
Parabéns!

Kazake 2 de agosto de 2012 20:20

Legal a entrevista, ela parece bem eclética né?
Pode escrever vários gêneros. E mega simpática, amei \o/

Mey 6 de agosto de 2012 17:03

Parabéns para a autora.Mas acho que indiferente do local onde se pretenda vender um livro, é obrigação da editora fazer uma revisão rigorosa. Deixar de fazer isso é uma falta de respeito com o autor e com os leitores. Ainda bem que a historia de Laura Elias superou esses problemas. Sucesso para ela. Bjksss

Diziano Machado da Conceição 9 de agosto de 2012 11:46

Muito mas muito bom mesmo. Abraços..

♥♪Jan Araújo♪♥ 21 de agosto de 2012 11:39

Ela é muito simpática e atenciosa, parece estar bem perto dos seus leitores, isso é bom, faz com que o leitor se sinta acolhido, e se apaixone ainda mais pela obra

Míriam Laís Elert 22 de agosto de 2012 14:27

Ela é fantastica!!

Bruna Costenaro 25 de agosto de 2012 02:41

Não sabia que uma banda de trash metal foi usada como âncora no livro, e isso me interessou mto pessoalmente rs! Agora quero ler + ainda, pq amo metal!! hehehe!

Boa entrevista!

miquilis: Bruna Costenaro

EricaMarts 28 de agosto de 2012 03:37

Eu adorei a entrevista, conheço a autora desde quando comprava livros dela com o pseudômino e há alguns anos descobri seu verdadeiro nome.
Conheci um pouco mais da vida e carreira dela e amei!

Bye

Fellipe 30 de agosto de 2012 11:42

Gostei dessa ideia da banda de trash metal no livro, ainda mais se tratando de vampiros, deixa mesmo um ar mais sombrio para eles!
Quando essas capas eu as acho bem feias e sobre a revisão dos livros isso me deixa bem receoso em lê-lo, mesmo que a história possa ser boa e envolvente!
A escritora pelo jeito é bem experiente e acho que deveria experimentar republicar esses livros com uma capa mais bonita e chamativa e revisar o livro novamente!

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